Têxtil completa dois meses de queda na produção e preços caem pela primeira vez em um ano.

Desde abril a indústria de vestuário oscila mensalmente entre queda e crescimento. Em agosto a produção de vestuário aumenta, com avanço de
1,6% sobre julho, que não foi suficiente porém para neutralizar a baixa de quase 5% no mês anterior. A Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra quadro diferente para a indústria têxtil. Conforme o levantamento, a atividade completa três meses com produção em declínio. Em agosto, recuou 4,6%.Têxtil ficou entre as oito atividades que reduziram o ritmo em agosto, levando a indústria nacional a fechar o mês em baixa de 0,60%. E anular, assim, a alta de 0,60% de julho. Mas foram a redução na produção de derivados de petróleo, alimentos e do setor extrativo que mais pressionou o indicador para baixo, ressalta o IBGE. As demais 18 atividades aumentaram a produção.
No acumulado de janeiro a agosto de 2022, a produção do setor têxtil brasileiro e de vestuário continua a encolher na comparação com o mesmo período do ano passado. As confecções de vestuário produziram 7,41% a menos. Já a queda na indústria têxtil acumula 13,40% a menos no mesmo confronto. A indústria brasileira como um todo registra queda acumulada de 1,30% no ano.
Em 12 meses até agosto de 2022, os indicadores também permanecem negativos. A produção de vestuário diminuiu 9,30% e a produção têxtil teve queda acumulada de 14,70%.
O tombo do setor continua bem mais duro que o da indústria em geral que acumula baixa de 2,70% em 12 meses.
ROUPAS CARAS
Depois de 12 meses com preços em forte alta, a indústria têxtil registra pela primeira vez pequena variação negativa do IPP (Índice de Preços ao Produtor) em agosto. Conforme o IBGE, os preços industriais caem 0,08% sobre julho. Acompanhou assim o recuo da indústria como um todo que em agosto assinala IPP em baixa de 3,11%, a maior variação negativa desde o início da série histórica em 2014, destaca o IBGE.
Assim como a produção de vestuário aumenta em agosto, também os preços continuaram a subir ainda que em ritmo mais lento (0,07%).
De todo modo, no acumulado de janeiro a agosto, o vestuário vendido no atacado registra alta de 10,86%. Na indústria têxtil, o aumento acumulado assina 7,43%.
A indústria em geral acumula inflação de 7,91% no ano.
Em 12 meses até agosto, os preços industriais de vestuário apresentam aumento acumulado de 13,92%. A alta em têxtil é ainda maior, de 16,61%.
Já a indústria em geral registra 12,16% de avanço nos preços de atacado nos últimos 12 meses até agosto.
CONSULTE OS GRÁFICOS
Com base nos dados do IBGE, o GBLjeans elabora gráficos para permitir a comparação mais rápida da variação de produção e preços da indústria. Dá para acompanhar o desempenho no mês, no acumulado do ano e em 12 meses.
Mensalmente o IBGE revisa os dados com base em ajustes sazonais. Por isso, pode haver mudanças nos gráficos de um mês para o outro.
Use as setas para consultar os gráficos.