País produziu menos tecidos e roupas em abril, quando a inflação da indústria acelerou.
Abril continuou a mostrar que os desempenhos da produção e IPP exibem ritmo diferente. O país produziu menos tecidos e roupas. Mas no atacado os preços ficaram mais altos, acelerando
a inflação na indústria, mostram os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o mês.Pelo quarto mês consecutivo a produção industrial de artigos têxteis caiu. Recuou 5,4% em abril em relação a março, conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), do IBGE.
A produção de roupas diminuiu 5,2% quando comparada ao mês anterior. É a terceira queda seguida em 2021.
A atividade industrial do país como um todo diminuiu 1,3% em abril, frustrando o mercado. Conforme o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, a consultoria projetava alta de 0,30%. Ele avalia que, por enquanto, esse desempenho não deverá refletir no PIB do ano, cuja previsão foi revista pela Ativa para 4%.
IPP DE ROUPAS CAI PELA PRIMEIRA VEZ NO ANO
Mesmo com a queda de atividade industrial, os preços fabris não diminuíram em abril. Exceção para as roupas que caíram pela primeira vez desde dezembro. Ficaram 0,28% mais baratas que em março, puxadas para baixo pelos preços de camisetas, camisas e blusas.
Já os artigos têxteis subiram 1,66% em relação ao mês anterior, mostra a pesquisa do IBGE que calcula o IPP (Índice de Preços ao Produtor).
O aumento ficou abaixo do índice da indústria como um todo que acelerou 1,89% em abril e não pára de subir desde agosto de 2019.
PRODUÇÃO E IPP NO ACUMULADO DO ANO
Ainda que negativos, os indicadores de produção e IPP exibem a variação acumulada positiva.
A produção têxtil aumentou 30,9% na comparação com os quatro primeiros meses de 2020, marcados pelos estragos do início da pandemia de covid-19 no país.
O Brasil produziu 27,6% a mais de roupas na mesma comparação, informa a pesquisa do IBGE.
Em relação ao IPP, o acumulado de janeiro a abril dos artigos têxteis aumentou 12,06% sobre o mesmo período do ano passado.
No mesmo confronto, os preços de fábrica das roupas subiram 7,91%.
Ainda assim, as variações ficaram abaixo do IPP geral que acumula alta de 16,08%.