A maioria das atividades aumentou o ritmo de trabalho, incluindo as indústrias de produtos têxteis e vestuário, cujo desempenho ficou acima da média.
O aumento da atividade industrial entre as confecções de roupas em dezembro repercutiu favoravelmente sobre os fabricantes de produtos têxteis em janeiro, que ampliaram a produção em 7,1% em relação ao mês anterior que apontou queda de 9,1%. Têxteis formam o terceiro setor que mais cresceu no mês, atrás da produção de móveis (7,8%) e de derivados de fumo (24,5%), informa a pesquisa mensal divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que acompanha o ritmo da produção física brasileira.
Depois da expansão de 3,1% registrada em dezembro, as confecções também produziram mais em janeiro, com crescimento de 1,5% em relação ao mês anterior, menor que os das têxteis, mas, acima da média da indústria, que apontou para aumento de 0,4%, interrompendo sete meses consecutivos de queda, destaca o relatório do IBGE.
Quando comparado a janeiro de 2015, o ritmo produtivo caiu em todas as atividades, com exceção de produtos derivados de fumo, com aumento de 21,5%; de celulose e papel, que cresceu 1% no período; e derivados do petróleo e biocombustíveis, cuja produção ficou estável. Mesmo com a aceleração da produção em janeiro, a indústria têxtil opera em ritmo 20,2% menor daquele que mantinha em janeiro de 2015, mostra a pesquisa do IBGE. Também vestuário mantém desempenho abaixo do exibido há um ano, com queda de 12,5%.