Praticamente todos os setores aumentaram o ritmo de atividade nas fábricas, incluindo o de roupas que subiu acima da média geral
Após o tombo da produção brasileira em maio provocado por 11 dias de paralisação da greve dos caminhoneiros, a indústria recuperou o fôlego em junho, com crescimento geral de 13,1% frente a maio, calcula o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 02 de agosto. “Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002 e eliminou a queda de 11% de maio”, diz o relatório que acompanha a nova PIM (Pesquisa Industrial Mensal). Das 26 atividades pesquisadas, apenas em três produziram menos que no mês anterior.
A produção de roupas no país subiu acima da média geral, com alta de 13,5%. A expansão melhorou o cenário enfrentado pelo segmento, mas, no acumulado do ano, de janeiro a junho, aponta para queda de 4%. Entre as atividades industriais que produziram mais em junho em relação ao mês anterior, a de artigos têxteis ficou entre as que menos cresceram, com aumento de 0,4%. No acumulado do semestre, os fabricantes de têxteis registram queda de 1% no volume de produção, mostra a pesquisa do IBGE.
DESEMPENHO SOBRE JUNHO DE 2017
Se a indústria brasileira em geral produziu mais em junho de 2018 frente a igual mês do ano passado, o mesmo não se pode dizer do setor de vestuário e produtos têxteis. A comparação com junho de 2017 mostra que a queda da indústria têxtil foi de 8%, o terceiro pior resultado entre as atividades analisadas. O recuo das confecções foi de 5,1% no período.