Em movimento contrário para essa época do ano, confecções de roupas e fabricantes têxteis frearam a atividade industrial.
Diferentemente do que ocorre nessa época do ano, quando o setor está com as máquinas no pico de atividade, confecções de roupas e fabricantes têxteis produziram menos em outubro. A maior queda foi em vestuário. Recuou 3,4%. Com esse resultado, representa o segundo segmento que mais caiu entre os 26 analisados pela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Só foi menor que o de móveis, cuja produção despencou 5,6% em outubro em relação ao mês anterior. Foi o oposto do que ocorreu em setembro.
Os fabricantes de itens têxteis sentiram a queda de demanda e cortaram a atividade em 1,5% em outubro. Os dados constam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada na manhã desta quarta-feira, 4 de dezembro.
O levantamento mostra que a atividade do setor descolou da indústria em geral, que viu a produção aumentar pelo terceiro mês consecutivo. Avançou 0,8%, puxada pelo crescimento de 14 ramos industriais.
ACUMULADO DO ANO
A cautela em relação ao desempenho da economia afetou os resultados do ano. As confecções de roupas que haviam virado o jogo em setembro, voltaram a encolher no acumulado do ano. Até outubro, produziram 0,3% a menos que o acumulado dos mesmos dez meses de 2018. Para a indústria de artigos têxteis, como tecidos, o cenário pouco variou com os dados de outubro. O segmento permanece retraído com igual taxa negativa de 1,7%, já registrada em setembro.
Não foi diferente com a indústria brasileira em geral. Embora a queda de produção tenha perdido velocidade, a atividade continua negativa. Tem redução de 1,1% acumulada de janeiro a outubro sobre igual período do ano passado, informa a pesquisa.
COMPARAÇÃO COM OUTUBRO DE 2018
Para o setor de roupas e têxteis, a comparação com outubro de 2018 voltou a ficar desfavorável. A queda em vestuário foi uma das piores nesse confronto, com produção 4,4% menor. A de produtos têxteis caiu 1,7%.
Já a indústria brasileira em geral produziu 1% a mais que o volume registrado nessa mesma comparação.