É o segmento que teve maior deflação na indústria de transformação depois de metalurgia, revela pesquisa do IBGE.
Como em junho de 2014, também este ano junho registrou queda de preços das roupas vendidas no atacado. Mas, a queda nesse mês de 2015 foi significativamente mais intensa do que então. Com queda de 2,73%, o segmento registrou a segunda maior deflação verificada na indústria de transformação, depois de metalurgia, cujos preços caíram 3,56%, como mostra a pesquisa mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada esta semana, que mede o IPP (Índice de Preços ao Produtor).
Apresentou, assim, comportamento diferente da maioria dos segmentos da indústria que aumentou os preços em 0,31% em junho em relação a maio. O setor têxtil manteve o viés de alta aplicando reajuste de 0,55%, bem menor que os aumentos impostos nos três meses anteriores. No caso, da indústria de produtos têxteis, o relatório da pesquisa revela que o aumento foi determinado pelos tecidos 100% algodão, tintos ou estampados. Já em vestuário, os preços caíram puxados pelos artigos feitos de malha.
No acumulado do semestre, porém, o cenário é outro. De modo geral, a indústria de transformação reajustou os preços em 2,93%, na média de janeiro a junho. As confecções de vestuário ficaram abaixo dessa média, com alta de 1,73%, que não foi maior porque em janeiro, abril e junho os preços ficaram menores. Em compensação, o custo dos artigos têxteis explodiu no período, com aumento acumulado de 7,21%, informa a pesquisa do IBGE. “O IPP mede a evolução dos preços de produtos na porta da fábrica, sem impostos e fretes de 23 estados da indústria da transformação”, explica o IBGE.