Gastos com moda e habitação foram as únicas despesas cujos preços cederam em relação a dezembro
Com variação de 0,29%, a inflação de janeiro foi a mais baixa para o mês desde a criação do Plano Real (há 23 anos), diz o relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que acompanha a divulgação mensal do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Moda ajudou a conter o avanço dos preços em janeiro, com queda de 0,98% sobre o mês anterior. Foi o maior recuo do mês entre todas as atividades monitoradas pela pesquisa e também uma das maiores reduções dos últimos quatro anos para o setor.
Além dos itens de moda, que englobam roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias, apenas os gastos com habitação caíram em janeiro na comparação com o mês anterior (-0,85%), revela o IBGE. O que mais pesou foram os custos do transporte (1,10%), afetados sobretudo pela gasolina mais cara (2,58%).
Artigos de moda mais baratos em janeiro são esperados porque os lojistas começam a liquidação a fim de abrir espaço nos estoques para os itens de outono. Com exceção de tecidos vendidos no varejo, que tiveram alta de 0,07%, os demais itens da cesta de moda apresentaram preços menores que os encontrados em dezembro.
Roupas para crianças e masculinas foram as que mais baratearam, com redução de 1,14% para o vestuário infantil e de 1,12% para o dos homens. As roupas femininas ficaram 0,93% mais baratas que em dezembro. Calçados caíram 0,98%; jóias e bijuterias baixaram 0,52% na passagem de um mês para o outro.
CUSTO DA MODA NAS CAPITAIS
Apenas Belém, no Pará, foi a capital cujos preços de moda subiram em janeiro, com alta de 0,18%, puxada pelas roupas de adultos. Nas outras 12 capitais brasileiras que são destaque na pesquisa do IBGE, os itens de moda ficaram mais baratos. Porto Alegre foi onde os preços mais caíram, com redução de 1,82%. Na cidade de São Paulo a queda foi de 1,47% e no Distrito Federal o recuo atingiu 1,20%.