Reajuste do setor acompanhou a inflação no Brasil que, em agosto, perdeu a força, subindo 0,22% sobre o mês anterior.
Em julho, a queda dos preços de roupas, tecidos, calçados e jóias foi um soluço que passou. Já em agosto, quando aportaram as coleções de primavera na maioria das vitrines, os itens dessa categoria voltaram a ficar mais caros, com reajuste de 0,20% sobre o mês anterior. Apesar da alta, a intensidade foi menor que as taxas observadas entre março e junho. Acompanhou assim o comportamento da inflação brasileira que foi de 0,22% em agosto sobre julho, o reajuste mais baixo verificado desde março, quando os aumentos vieram perdendo a força.
Na área de moda, as roupas masculinas foram as que mais encareceram com reajuste de 0,66%, junto com bijuterias e jóias, com a mesma taxa de aumento (0,66%). Depois, aparecem os tecidos, com alta de 0,41%; roupas infantis, com 0,23%; e roupas femininas, que tenderam à estabilidade, com acréscimo de 0,08%. Calçados formam o único item a registrar queda de preços, com recuo de 0,17%, mostra a pesquisa mensal para formação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), cujo resultado o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) divulgou na manhã dessa quinta-feira, 10 de setembro.
Entre as 13 capitais monitoradas pela pesquisa, em quatro os preços caíram em agosto sobre julho: Porto Alegre (-1,31%); pelo segundo mês seguido, Recife (-0,32%); Rio de Janeiro (0,16%); e Belo Horizonte (-0,05%). Em sentido oposto, Vitória foi a capital mais cara no mês, com alta de 1,29%, na seqüência estão Fortaleza (0,85%) e São Paulo (0,64%). Os aumentos das outras seis cidades também foram expressivos: Salvador (0,63%); Campo Grande (0,54%); Belém (0,41%); Goiânia (0,25%); Curitiba (0,24%); e Distrito Federal (0,18%).