O reajuste equivale à metade do repasse geral para setembro, mas é o primeiro aumento em três meses
As roupas vendidas no atacado ficaram 0,75% mais caras em setembro em relação ao mês anterior. O reajuste equivale à metade do repasse geral para o mês, mas representa o primeiro aumento depois de três meses de preços em recuo. De acordo com a pesquisa para medir a evolução mensal do IPP (Índice de Preços ao Produtor), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em setembro o indicador geral registrou avanço de 1,50%, a maior alta mensal desde outubro de 2015.
Já a indústria de produtos têxteis conteve os reajustes, com os preços subindo 0,04% sobre agosto, mês que registrou forte aumento. No caso do vestuário, o IPP subiu por causa do encarecimento de lingerie e roupas de malhas para adultos. De seu lado, os artefatos têxteis foram pressionados sobretudo pelo aumento nos preços dos tecidos, informa a pesquisa do IBGE.
Sobre 2016 o quadro de preços mais caros no atacado muda com relação a roupas. Comparados com setembro de 2016, os itens de vestuário estão 2,07% mais baratos. O setor têxtil acompanhou o movimento inflacionário da indústria em geral e aumentou o custo na ponta quase na mesma proporção. O aumento dos fabricantes de produtos têxteis foi de 2,64% sobre setembro do ano passado e o IPP geral foi de 2,68%.