O ajuste de preços em junho para liquidar estoques do inverno acabam por derrubar o custo dos produtos vendidos no atacado.
Como acontece desde 2014, os preços no atacado de roupas caem em junho por causa da entressafra provocada pela troca de coleção. Em junho deste ano o custo caiu 1,32% em relação a maio, corte tão profundo quando o verificado em igual mês do ano passado. Ajudou a derrubar os preços a venda de peças em malha, enquanto as camisas ficaram mais caras no mês, mostra o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação mensal do IPP (Índice de Preços ao Produtor), que acompanha o custo de venda isento de impostos, tarifas e fretes.
O preço dos itens têxteis fabricados no país figuram entre as atividades que reajustaram o custo para cima. Ficaram 0,23% mais caros sobre maio, mas, o menor nos últimos três anos. Puxaram o aumento, os tecidos de algodão e os não-tecidos, enquanto as roupas de banho que vinham pressionando o atacado caíram em junho.
No vaivém que marcou o primeiro semestre de 2017, o IPP geral caiu em junho 0,21%. Segundo o IBGE, no mês, 15 das 24 atividades pesquisadas aumentaram os preços para venda no atacado em relação a maio.
SOBRE JUNHO DE 2016
Em mais um mês, a indústria reajustou os preços em geral, aplicando aumento médio de 2,24% sobre junho do ano passado. Os fabricantes de tecidos, fios e outros itens têxteis seguiram esse comportamento subindo os preços em 2,03% na comparação com o ano anterior. E, novamente, a confecção de vestuário está entre as poucas atividades industriais a registrar queda de preços no confronto entre junho de 2017 com igual mês do ano passado. A análise revela queda de 1,31%.