Depois de três anos de aumentos contidos, as lojas de moda aproveitaram a irregular retomada de consumo para recuperar margens, veja o desempenho de 2014 a 2017
Ao consolidar o desempenho das lojas de varejo que vendem roupas, calçados, acessórios, jóias, bijuterias e tecidos, no período de 2014 a 2017, o GBLjeans constatou que pela primeira vez em quatro anos, os varejistas de moda reajustaram os preços acima da inflação oficial brasileira, medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Depois de um primeiro trimestre de preços em queda, os lojistas aproveitaram para recuperar margens, com exceção de julho, mês em que começam as liquidações de inverno.
O pico dos aumentos foram em maio com alta de 0,98% e dezembro com repasse de 0,84%, conforme os dados da pesquisa para formação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), realizada mensalmente pelo IBGE.
Das seis categorias de produtos que compõem a cesta de moda, apenas duas fizeram reajuste abaixo da inflação em 2017. Roupas de criança ficaram 1,14% mais caras em relação a 2016, e os itens como jóias e bijuterias aumentaram 2,10% sobre o ano anterior. Os calçados e acessórios foram os que mais encareceram de um ano para o outro, registrando taxa de inflação de 4,01%. Roupas masculinas subiram 3,53% e as femininas, 3,26%, no período.
Veja abaixo o gráfico consolidado com o desempenho de moda de 2014 a 2017, em comparação com a evolução da inflação oficial.