O cenário promocional do varejo pressionou e vestuário feminino respondeu pelo corte mais profundo sobre os preços do mês anterior.
Comum nessa época do ano, os preços de varejo dos itens de moda caíram em julho em relação a junho por conta das liquidações de inverno. Foram as roupas e os calçados os responsáveis por essa contenção de 0,42% sobre os preços de junho, porque jóias, bijuterias e tecidos continuaram a ficar mais caros, pressionando o índice inflacionário. A principal redução foi registrada pelas roupas femininas, com recuo de 0,95%, mostra a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo).
O vestuário para crianças também ficou 0,87% mais barato em julho em comparação com os preços encontrados nas lojas em junho. O varejo de roupas masculinas foi o que menos caiu, com redução de 0,13%. A liquidação de inverno derrubou o preço dos calçados em 0,13%. Os demais itens que compõem a cesta de moda subiram, acompanhando a alta da inflação brasileira, que foi de 0,24% no mês, assinala o IBGE.
Analisadas de forma conjunta, jóias e bijuterias tiveram aumento de 0,50% em julho. Os preços de tecidos comercializados no varejo avançaram 0,18%, no quarto mês consecutivo de aumento.
INFLAÇÃO NAS CAPITAIS
De acordo com a pesquisa do IBGE, apenas Curitiba (PR) registrou aumento de preços nos itens de moda em julho entre as capitais monitoradas. As lojas da cidade venderam mais caro roupas masculinas, calçados, jóias, bijuterias e tecidos. A inflação da cidade só não foi maior devido o recuo nos preços das roupas femininas (-1,08%) e para crianças (-0,03%).
Os três principais recuos foram assinalados pelas capitais do Rio de Janeiro (-1,34%), que enfrenta forte crise econômica; do Rio Grande do Sul, com preços em Porto Alegre caindo 1,01%; e de Minas Gerais, com Belo Horizonte apresentando redução de 0,77%. A queda da inflação de moda na cidade de São Paulo foi de 0,22%.
O preço das roupas femininas caiu em todas as capitais, com exceção de Fortaleza (CE) que apresentou aumento de 0,15%. As roupas infantis só não tiveram queda mais forte em relação a junho porque em Vitória, Goiás e Salvador esses produtos ficaram mais caros, com aumento de 0,93%, 0,55% e 0,33%, respectivamente.