Aumentos dos preços de vestuário, tecidos, calçados e jóias só perderam para a cesta Habitação, diante do IPCA nacional de 0,26% em outubro.
Embora a inflação brasileira de outubro de 0,26% seja maior que a de setembro, ainda assim o avanço dos preços perdeu a força ao longo do ano. É o contrário do que acontece com os itens da cesta Vestuário, que inclui roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias. Os reajustes nessa área vêm aumentando e somaram 0,45% em outubro, sendo que apenas tecidos apresentaram retração de 0,14%. Jóias e bijuterias foram os produtos que mais encareceram em outubro em relação ao mês anterior.
No grupo de roupas, os artigos infantis ficaram mais caros, com aumento de 0,50%. O vestuário feminino subiu 0,47% e o masculino, 0,29%, mostram os dados da pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A inflação de Vestuário só foi menor que a de Habitação (aumento de 0,63%), pressionada pelos aluguéis e pelo preço do gás de cozinha.
PREÇOS NAS CAPITAIS
Em outubro entre as 13 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE, apenas duas tiveram redução de preços em relação a setembro. Belo Horizonte (MG) mostra recuo de 0,22% e Belém (PA) teve queda de 0,15%. No grosso das capitais, a curva foi de alta, puxada novamente por Campo Grande (MS), com incremento de 1,65%, motivado pelos reajustes em roupas femininas (2,78%) e infantis (1,75%), revela a pesquisa. Mais duas cidades subiram os preços acima de 1%: Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, atingiu 1,19%, e Salvador, na Bahia, reajustou em 1,09%.