Em agosto, com a entrada mais forte das coleções de primavera e verão, os preços dos itens de moda dispararam, com maior aumento no vestuário masculino.
Com exceção das roupas para mulheres, os demais itens que compõem a cesta de moda ficaram mais caros, com aumentos superiores ao da inflação brasileira do mês. De acordo com a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), os produtos e serviços monitorados tiveram acréscimo, com taxa de inflação geral de 0,19%.
Os itens de moda subiram 0,29%. Apenas as roupas para mulhesres apresentaram pequeno decréscimo, de 0,03%. Comprar roupas masculinas ficou bem mais caro, com alta de 0,45%, o maior aumento entre os produtos dessa cesta. Roupas infantis foram reajustadas em 0,39%.
Outro grande aumento foi assinalado nos preços dos calçados e acessórios, com avanço de 0,43%. Tecidos vendidos no varejo tiveram aumento de 0,30%, enquanto jóias e bijuterias subiram 0,23%.
PREÇOS NAS CAPITAIS
Diferentemente do comportamento de julho, das 13 cidades cujos preços são monitorados pela pesquisa do IBGE, somente três reduziram os preços na passagem para agosto. Em Porto Alegre (RS), a variação sobre julho mostrou recuo de 0,68%. Nessa capital, os preços das roupas despencaram e a desaceleração só não foi maior porque calçados e acessórios encareceram 0,48%.
Campo Grande (MT) registrou queda de 0,54% em relação a julho, mês em que comprar itens de moda na cidade já havia ficado 0,68% mais barato. Depois de ser a única capital a mostrar aumento de preços em julho, Curitiba conteve os reajustes, registrando queda de 0,25%.
Os principais aumentos foram assinalados por Salvador (BA), com reajuste de 0,90%, fruto principalmente dos fortes aumentos em roupas; pelo Distrito Federal (0,88%); e por Recife (PE), com variação de 0,73%.