Tanto a indústria de produtos têxteis, quanto a de vestuário, assumiram ritmo mais contido de atividade que a média geral apontada pelo IBGE.
Após dois meses em que aceleraram o ritmo industrial, as confecções de vestuário voltaram a pisar no freio em junho, que acusou queda de 0,40% em relação maio, como apurou a pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já a redução na indústria de produtos têxteis no período foi menos intensa (-1,1%) que a verificada em maio. Com esse desempenho, a taxa de contração de produção dos dois segmentos ficou acima da média para a indústria de transformação brasileira que, de acordo com a pesquisa, apresentou queda de 0,30%.
Sobre junho de 2014, o pior desempenho é registrado entre os fabricantes de produtos têxteis. Segundo o IBGE, por essa comparação, a produção do segmento caiu 9,7%, enquanto a de vestuário subiu 5,5%. De modo geral, o nível industrial do país encolheu 3,2%, nesse período. Os índices acumulados no semestre são mais amargos, informa o levantamento do instituto. A indústria com um todo reduziu o nível de produção em 6,3%, quando se analisa igual período de 2014.
Três meses de alta não foram suficientes para alterar o quadro na indústria do vestuário, cuja produção mostrou queda de 10,2% frente ao primeiro semestre do ano passado. O encolhimento da indústria de produtos têxteis só foi um pouco menor, com recuo de 8,9% no período, revela a pesquisa do IBGE, cujos resultados foram divulgados ontem, 04 de agosto.
Para a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física – Brasil, o IBGE consulta empresas de 24 ramos, em amostra que abrange 944 produtos.