Aumento em março foi de 40% em relação a fevereiro, ampliando a diferença sobre a importação cada vez mais enfraquecida.
Depois de três meses em queda, a exportação de denim voltou a aumentar em março, quando o Brasil entrou em quarentena. Cresceu 40% sobre fevereiro, mostram os dados levantados pelo GBLjeans a partir do sistema de controle do comércio exterior do governo federal. O país embarcou US$ 3,1 milhões em denim ao longo de março. O volume foi praticamente o mesmo registrado em março do ano passado, com discreta variação positiva de 0,09%.
O principal destino do denim brasileiro voltou a ser a Argentina que nos meses anteriores reduzira as encomendas. O país vizinho comprou US$ 935,2 mil, acréscimo de 12% em relação março do ano passado. E quase três vezes o valor das compras de fevereiro.
A Colômbia ficou em segundo lugar ao adquirir US$ 613,6 mil em denim brasileiro. O valor corresponde a queda sobre os US$ 833,1 mil de março do ano passado. E representa pequeno aumento sobre os US$ 606 mil de fevereiro.
O Peru subiu de posição. Assumiu o terceiro lugar em março ao adquirir US$ 539,1 mil em denim brasileiro. Em março do ano passado, o Brasil não exportou denim para o Peru.
No acumulado do primeiro trimestre, o desempenho de março deu impulso à exportação de denim. Até março, o Brasil fez embarques avaliados em US$ 8,52 milhões, 12% a mais que em igual período do ano passado. O aumento das compras colombianas explicam parte do avanço.
De janeiro a março, a Colômbia comprou US$ 2,9 milhões, praticamente o triplo do valor negociado no primeiro trimestre de 2019. A Argentina ficou em segundo lugar, com US$ 1,2 milhão, e o Peru, com US$ 1,1 milhão. Os embarques para os demais países ficaram abaixo de US$ 1 milhão no trimestre.
IMPORTAÇÃO CAI 40%
O crescimento da importação de denim em fevereiro foi passageiro. Em março, tornou a cair. Desceu a US$ 423,3 mil, ante US$ 1 milhão em março do ano passado. É o valor mais baixo importado pelo Brasil nos últimos quatro anos. Reflete a paralisação da China, o principal fornecedor de denim do país, em razão da pandemia, e o aumento do dólar. As compras de denim chinês assinalaram US$ 326 mil em março.
Os restantes US$ 97,3 mil foram fornecidos, pelo Peru (US$ 73,8 mil) e pela Turquia (US$ 23,5 mil).
O acumulado do primeiro trimestre revela uma depressão mais profunda na importação de denim. Teve queda de 55% na comparação com igual período do ano passado. De janeiro a março, o Brasil importou US$ 1,6 milhão.
Desse total, a China forneceu US$ 1,4 milhão. O restante foi fornecido pelo Peru (US$ 73,8 mil); pela Turquia (US$ 65,4 mil); e pela Itália (US$ 23,5 mil).