Depois do forte aumento nos preços das roupas no atacado em janeiro, o segmento segurou os reajustes em mês no qual a indústria em geral manteve o ritmo dos repasses
Continuaram em fevereiro os aumentos de preços da indústria. A média geral de reajuste foi de 0,41%, taxa muito semelhante à encontrada em janeiro, sendo que das 24 atividades pesquisadas para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor), apenas três tiveram variação negativa em relação ao mês anterior, informa o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os fabricantes de produtos têxteis, como tecidos, subiram os preços em 0,48%, em comparação com janeiro, quando o custo dos insumos recuou.
Essa alta da têxtil foi puxada basicamente pelos reajustes no preço dos tecidos de algodão e de toalhas de banho, rosto e afins, também feitas de algodão, aponta o levantamento do IBGE.
Depois de liderar os repasses em janeiro, impulsionados pela troca de coleções para o outono, as confecções de roupas seguraram os preços para o atacado, aplicando acréscimo médio de 0,03%, a menor taxa absoluta observada na indústria como um todo, explica o relatório da pesquisa. “Contudo, quando consideradas as variações positivas de janeiro (4,07%) e de fevereiro, os preços do setor apresentaram a maior variação absoluta acumulada em 2018 dentre todas as atividades investigadas: 4,10%”, ressalta o IBGE.
A pequena variação positiva no mês derivou do encarecimento das camisas masculinas. Demais itens como calças e roupas de malha (camisetas, cuecas, calcinhas e sutiãs, além de meias e meia-calça) caíram em comparação com os preços de janeiro.
SOBRE FEVEREIRO DE 2017
De maneira geral, em fevereiro, a indústria recompôs seus preços, com aumento de 5,23% em relação a igual mês de 2017. Os reajustes de moda foram mais contidos. Os fabricantes de produtos têxteis aumentaram 2,12% nessa comparação. O aumento das confecções de vestuário foi menor, de 0,12%, o menor registrado entre todas as atividades pesquisadas.