Como ao longo de 2017 inteiro, também em dezembro tecidos de algodão e roupas de banho atoalhadas voltaram a custar mais para o atacado
Dezembro foi mais um mês seguido de aumento dos produtos industrializados vendidos no atacado. O reajuste mensal aplicado pela indústria brasileira somou 0,46% acima dos preços inflacionados de novembro, atravessando 16 das 24 atividades pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor). A variação dos fabricantes de produtos têxteis, categoria que inclui a produção de roupas de cama, mesa e banho, ficou acima dessa média, com aumento de preço de 0,49% em dezembro sobre o mês anterior.
De acordo com o IBGE, a maioria dos itens têxteis encareceram, sendo que o reajuste para cima de tecidos de algodão, sacos para embalagens e roupas de banho atoalhadas foi o que mais pressionou a alta de preços no segmento.
Assim com fizeram em 2016, as confecções de vestuário voltaram a segurar o repasse em dezembro e novembro para os lojistas. Com as coleções em pleno período de vendas no varejo, os fabricantes de roupas reduziram os preços em dezembro em 4,44% sobre novembro, o maior recuo de toda a indústria brasileira, aponta o IBGE. E novamente foram as roupas de malha que mais seguraram os preços.
SOBRE DEZEMBRO DE 2016
O confronto com igual mês de 2016, revela que o preço do vestuário no atacado foram dos poucos a mostrar queda, ainda que minguada: recuo de 0,05%, diz o IBGE. Já os preços dos produtos têxteis aumentaram 0,05% nessa mesma comparação, reajuste acanhado em relação ao acréscimo de 4,18% registrado pela média geral da indústria.