Escalada começou em fevereiro, alavancada por reajustes aplicados a tecidos de algodão, toalhas de banho e assemelhados.
Enquanto caiu o preço no atacado em geral, e no de roupas em especial, no mês de abril, o custo dos itens têxteis continuaram a subir, em escalada que começou em fevereiro. Em abril, o avanço foi de 0,68% sobre março, revela o levantamento mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor). Os itens que mais pressionaram o aumento foram os reajustes aplicados em tecidos de algodão e peças atoalhadas, como toalhas e tapetes, que são também analisadas como parte da categoria produtos têxteis.
As roupas, no entanto, ficaram mais baratas para o lojista, em situação atípica para abril. Os preços no atacado recuaram 1,03%, uma das maiores reduções dentro da indústria de transformação. Os itens que mais recuaram foram camisas, calças femininas e camisetas. Com esse desempenho, os preços para o atacado na indústria do vestuário caíram mais que o IPP geral, que ficou negativo em 0,12%.
SOBRE ABRIL DE 2016
A comparação com abril de 2016 revela que os preços aumentaram na indústria em geral, com salto de 3,05%. Os produtos têxteis acompanharam essa curva e exibem aumento médio de 2,50%. Apenas as roupas vendidas no atacado mostram recuo em abril de 2017 sobre igual mês do ano passado. A queda foi de 1,62%, informa o IBGE.