Varejo de roupas, tecidos e calçados aumentou volume vendido e receita em outubro em relação a setembro.
As lojas de varejo de roupas, tecidos e calçados começaram o quarto trimestre de 2016 com alta de volume vendido e receita nominal, repetindo o desempenho registrado nos últimos dois anos. Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em outubro tanto o volume de vendas quanto a receita nominal cresceram 0,50% sobre setembro, que encerrou um trimestre de baixa de vendas no comércio.
O varejo nacional de forma geral, ao contrário, escapou dessa tendência de alta em outubro observada nos últimos três anos. O recuo em volume de vendas foi 0,8% em outubro, refletindo o declínio generalizado entre as atividades monitoradas. Apenas moda e outros dois segmentos exibiram indicadores positivos. O comportamento da receita nominal do comércio varejista foi diferente, mas, ainda assim, com queda de 0,5%, informa a pesquisa.
Embora a maior parte das categorias analisadas tenha apresentado variação positiva na passagem de setembro para outubro, a queda no faturamento de combustíveis e lubrificantes; hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo influenciou para baixo a taxa do varejo, pela importância dos dois ramos na composição dos resultados.
SOBRE OUTUBRO DE 2015
Para moda, na comparação com o mesmo mês do ano anterior os indicadores que já eram negativos, pioraram, revela a pesquisa do IBGE. A retração do volume de vendas em outubro de 2016 sobre outubro de 2015 alcançou 12,1% e o declínio de receita nominal entre lojas de vestuário, tecidos e calçados atingiu 8%. A queda no volume de vendas em relação a 2015 espalhou-se pelos 12 estados que ficam em destaque na análise mensal do IBGE sobre o desempenho do varejo.
Novamente, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro são os mercados que mais sofreram com o declínio no volume de vendas, registrando recuo de 19,7%, 18,5% e 18%, respectivamente. Os três estados também acumulam as piores perdas de receita, com retração de 16,6%, em Minas e no Espírito Santo, e de 16,5%, no Rio. Apenas em receita o quadro muda ligeiramente. Santa Catarina permanece como o único estado a registra aumento de receita de janeiro a outubro no confronto com 2015. Em outubro, a expansão do varejo catarinense foi de 4,5%. Goiás também teve variação positiva de receita, com aumento de 1,3%.