Em 2017, o consumo de moda melhorou no país como atestam os indicadores positivos que, no entanto, não foram suficientes para compensar a queda das vendas de 2015 e 2016
Depois de dois anos de vendas em queda, o varejo brasileiro começou a recuperação em 2017. Não foi diferente com o comércio de moda. Pela primeira vez no período de 2014 a 2017, as lojas de vestuário, tecido e calçados venderam mais em volume e faturaram mais no ano que o comércio varejista como um todo no país. O varejo de moda cresceu 7,6% em volume de vendas em 2017 e a receita subiu 10,3%, informa a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As vendas do comércio brasileiro em geral subiram 2% e o faturamento 2,2%.
Dando destaque a 12 estados, o levantamento do IBGE mostra comportamento irregular. Em metade das praças, o volume de vendas e de receita apresentaram queda na comparação com 2016 e a outra parte cresceu. Goiás e o Distrito Federal foram os destaques negativos. O comércio de moda goiano caiu 8,7% em volume e 8,1% em faturamento, em 2017 em relação ao ano anterior. O do Distrito Federal recuou 6,6% em volume e 6% em receita na mesma base de comparação.
Os estados que mais cresceram foram Santa Catarina, cujo varejo de moda subiu 13,5% em volume de vendas e 12,8% em receita; e Rio Grande do Sul, com alta no ano de 7,2% em volume e 8,4% em receita.
Veja abaixo o gráfico consolidado com o desempenho do varejo de moda de 2014 a 2017, em comparação com a evolução do comércio brasileiro em geral.