Piora em janeiro acentua perdas registradas em dezembro, quando o comércio voltou a fechar portas com a segunda onda de covid.

Com a pressão da segunda onda de covid-19 no Brasil, o varejo de moda abre o ano em queda. O setor de Tecidos, vestuário e calçados registrou recuo de
8,2% nas vendas de janeiro sobre dezembro, quando o tombo fora de 13,2% no mês no qual o comércio mais fatura no ano. Conforme a Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), também caiu a receita nominal das lojas. Recuou 5,2% sobre dezembro que teve declínio de 13,4%.A comparação com janeiro de 2020 agrava os resultados, com queda acima de 20%. O volume baixa 21,1% e a receita perde 21,4%.
O desempenho do varejo de moda que abre o ano em queda foi um fator de pressão negativa sobre o comércio varejista brasileiro como um todo, afirma o IBGE.
COMÉRCIO EM GERAL AFETADO
Conforme a PMC, o volume de vendas do varejo brasileiro como um todo variou -0,2% sobre dezembro em volume de vendas.
Já a receita nominal avançou 0,70%, mas incapaz de compensar o tombo de 5,3% de dezembro.
Sobre janeiro de 2020, o varejo em geral registrou menos 0,3% em volume de vendas. Contudo, a receita nominal aumentou 8,7%, refletindo o aumento da inflação no setor.
MODA NOS ESTADOS
Dos 12 estados que são destaque da pesquisa do IBGE, apenas dois registraram variação positiva no varejo de moda: Espírito Santo e Santa Catarina, na comparação com janeiro de 2020.
Nos outros dez estados, as lojas de roupas, tecidos e calçados enfrentaram perdas severas.
De acordo com o IBGE, o pior resultado foi observado em São Paulo, onde o varejo de moda caiu 29,3%, em volume, e 30,1% em receita.
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