Em fevereiro, pelo terceiro mês seguido, lojas de roupas, tecidos e calçados anotaram expansão de volume e receita.
As vendas do varejo de roupas, tecidos e calçados continuaram a avançar em fevereiro, pelo terceiro mês seguido. Em janeiro foi a atividade que mais cresceu entre os ramos avaliados pela Pesquisa Mensal de Comércio, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a expansão foi em nível ainda maior que o inicialmente divulgado, depois da revisão apresentada pela instituição junto com o anúncio dos resultados de fevereiro. Moda permaneceu entre as atividades de maior incremento em fevereiro, mês no qual a taxa do comércio em geral seguiu negativa.
As lojas de vestuário, tecidos e calçados registraram aumento de 1,5% em volume de vendas e de 1,6% em receita nominal sobre janeiro, mostra a pesquisa do IBGE. Ainda que cinco das oito atividades monitoradas tenham apresentado resultados positivos, o comércio varejista como um todo registrou queda de 0,2% em volume de vendas, mas com variação positiva de 0,10% em termos de receita.
SOBRE FEVEREIRO DE 2016
Pela primeira vez, nos últimos dois anos, o comércio de moda em fevereiro melhorou o desempenho na comparação com igual mês do ano passado. Em volume, as vendas expandiram 3,6%. O aumento da receita foi ainda maior, com avanço de 6,7%, revela a pesquisa do IBGE.
Novamente, o bom desempenho de roupas, tecidos e calçados escapou do encolhimento geral do comércio, que indicou recuo de 3,2% em volume de vendas, ao mesmo tempo que a receita ficou positiva em 0,4%.
Ao contrário de janeiro, a maioria dos estados tratados com destaque pelo estudo apresentou comportamento favorável em fevereiro. Apenas quatro tiveram queda do volume de vendas, em relação a fevereiro de 2016. Desta vez, o mais afetado foi Santa Catarina que viu o volume de vendas minguar 14,4% nesse período, e a receita nominal cair 11,8%. A situação permanece difícil para o varejo do Espírito Santo que enfrentou queda de 11,5% em volume e de 9,3%, em receita.
Os outros dois estados a amargar redução em volume de vendas foi o Rio de Janeiro, que teve recuo de 4%, e Paraná, com declínio de 2,4%, sobre fevereiro de 2016. Em termos de receita nominal, porém, as lojas fluminenses cresceram 0,5%, enquanto o faturamento do comércio paranaense ficou estável, registra a pesquisa.
Pelo segundo mês consecutivo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os estados cujo varejo mais prosperou quando comparados com os resultados de igual mês do ano passado. O aumento em Minas foi de 34,4%, em volume de vendas, e de 38,7%, em receita nominal. O crescimento do varejo gaúcho alcançou 18%, em volume, e 20,5%, em receita.