Foi a atividade que mais sofreu, enfrentando ainda inadimplência maior nas vendas a prazo.

Assim como ocorreu em 2021, também em janeiro de 2022 o varejo de moda começa o ano em queda. Foi a atividade que sofreu o maior recuo das vendas na comparação com dezembro. Caiu
3,9% em volume e 3,5% em receita nominal, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na manhã de hoje.De forma geral, o comércio brasileiro voltou a crescer, com aumento de 0,8% em volume de vendas e de 1,5% em receita nominal. Mas mesmo com o avanço, cinco das oito atividades monitoradas tiveram resultado negativo no mês, ressalta o IBGE.
Ao fazer a revisão regular dos indicadores, o IBGE aponta que o aumento de 0,40% das vendas do varejo de moda em dezembro virou queda de 0,40%. Desse modo, o segmento completa três meses seguidos em baixa.
ACUMULADO DE 12 MESES
O IBGE destaca que o varejo de moda foi uma das atividades que mais acumulou perdas no período inicial de pandemia de covid-19, em 2020. “Com posterior recuperação em 2021, quando passou a acumular ganhos no indicador dos últimos doze meses, cenário que se sustenta com a entrada do mês de janeiro de 2022 (16,1%)”, ressalta o IBGE, no relatório do indicador.
A alta acumulada nos últimos 12 meses até janeiro da receita do varejo de moda foi ainda maior, de 23%, refletindo a escalada inflacionária.
Nos estados que são destaque da pesquisa do IBGE, quatro acumulam forte alta no volume de vendas de artigos como vestuário, tecidos e calçados, ultrapassando 20%: Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Goiás.
Já em receita nominal, três deles cruzaram o patamar dos 30% no período: Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
INADIMPLÊNCIA AUMENTA
O varejo de moda começa o ano em queda e com inadimplência maior. O Índice Meu Crediário aponta que 8,12% das parcelas do crediário que administra estavam atrasadas entre 61 e 90 dias no encerramento de janeiro, enquanto o indicador era de 7,59% em dezembro.
“Na comparação anual, o aumento é de 32,24%, uma vez que o índice ficou em 5,50% em janeiro do ano passado”, ressalta o comunicado que acompanha a divulgação do índice calculado com base em pesquisa mensal que mede os níveis de inadimplência em cerca de 200 redes varejistas do país.
O levantamento é realizado pela fintech Meu Crediário. “O aumento da inadimplência é um reflexo da disparada da inflação e do ticket médio das compras ao longo de 2021. Além disso, existe uma participação relevante de clientes novos na carteira dos lojistas. Eles costumam ter uma inadimplência um pouco maior do que os clientes antigos, o que contribui para o aumento do índice de uma forma geral”, declarou Jeison Schneider, CEO da empresa.
DETALHES NOS GRÁFICOS
Clicando nas setas, os gráficos mostram a variação mensal na qual o varejo de moda começa o ano em queda e a comparação com o desempenho do comércio em geral.
Também acompanham a variação acumulada em 12 meses do varejo de moda em comparação com o comércio em geral.
Incluem a variação acumulada em 12 meses do varejo de moda, estendida a 11 estados mais o Distrito Federal.