Novamente os indicadores ficam negativos para volume e receita do comércio de vestuário, tecidos e calçados em relação ao mês anterior.
Da mesma forma que o varejo em geral, cujo volume de vendas caiu 1% em julho sobre junho, o comércio de vestuário, tecidos e calçados vendeu menos 1% em quantidade no período. Mas, diferentemente, do varejo brasileiro cuja receita subiu 0,10%, o setor de moda faturou menos 1% no mês, refletindo a queda de preços observada no mês, revela a pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada na manhã desta quarta-feira, 12 de setembro.
As vendas encolheram também em relação a julho de 2014. Em volume físico, a queda foi de 8,1%, só ficando abaixo dos resultados de móveis e eletrodomésticos (-12,85%) e de livros, revistas, jornais e papelarias (-9,1%). Mesmo menor, a queda foi acentuada em receita, com recuo de 4,95%. A média geral do varejo no Brasil apontou para redução de 3,50% em volume, porém, com alta de 4,2% em receita, mostra a pesquisa do IBGE.
A situação se agravou em julho entre os 12 estados que compõem a amostra de destaque da pesquisa. Apenas o Ceará, e pelo quarto mês consecutivo, apresenta alta de volume (7,3%) e de receita nominal (11%) no varejo de vestuário, tecidos e calçados. Nas demais praças, as vendas encolheram, com seis delas apresentando indicador negativo acima de dois dígitos: Pernambuco (-16,3%); Bahia (-16%); Rio Grande do Sul (-15,2%); Espírito Santo (-13,4%); São Paulo (-12,2%); e Goiás (11,7%).
Em quatro desses seis estados com maior queda de vendas, a receita também despencou acima de dois dígitos. É o caso de Bahia (-14,8%); Pernambuco (-13,8%); Rio Grande do Sul (-11,8%); e Espírito Santo (-10,7%). No sentido oposto, em termos de volume de receita nominal, além do Ceará, o comércio faturou mais em Santa Catarina (3,8%) e no Distrito Federal (0,5%), informa a pesquisa.