As lojas de vestuário, tecido e calçados venderam mais em volume e faturaram mais no mês de queda para o comércio varejista como um todo no país
Depois de dois meses em queda, as vendas das lojas de roupas, tecido e calçados reagiram e fecharam dezembro em alta. Em relação a novembro, o aumento em volume foi de 0,5%, e a receita nominal avançou 1% na mesma comparação. Foi um avanço discreto, mas importante, em mês difícil para o comércio varejista brasileiro, que registrou perda de 1,5% em volume de vendas e retração de 2,2% em receita nominal. Moda mais artigos farmacêuticos e de perfumaria foram as duas únicas atividades do setor, das oito monitoradas, a apresentar variação positiva, mostra a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Sobre dezembro do ano anterior, o quadro geral melhora um pouco, ainda que metade das atividades comerciais da pesquisa tenham sofrido redução das vendas. As lojas de vestuário, tecido e calçados estão entre os segmentos que tiveram crescimento. O volume de vendas de moda aumentou 7% e a receita 10,5%. A média geral do varejo brasileiro ficou em expansão de 3,3% em volume e de 2,6% em receita, diz a pesquisa do IBGE.
DESEMPENHO DOS ESTADOS
Embora o confronto com o desempenho de dezembro de 2016 seja positivo, foi basicamente puxado pelo resultado das vendas de três estados, dos 12 colocados em destaque pelo IBGE. Minas Gerais continua a liderar a reação ao apresentar aumento de 40,3% em volume e de 41,9% em receita em dezembro de 2017 sobre igual mês de 2016. O varejo de São Paulo que desde março do ano passado mostra reação manteve o desempenho assinalando em dezembro passado expansão de 19,5% em volume e de 24,3% em receita. O terceiro destaque nessa comparação é o Rio Grande do Sul que viu as vendas crescerem 23,7% em volume e 24,7% em receita.
As piores quedas foram observadas em Santa Catarina que em mais um mês viu as vendas encolherem em relação ao ano anterior, com recuo de 18,3% em volume e menos 16,2% em receita. A retração no Espírito Santo alcançou 17,7% em volume e de 14,7% em receita. As lojas de Goiás tiveram perda de 13,1% em volume de vendas e de 9,6% na receita nominal de dezembro.