Em janeiro, o Brasil comprou mais e pagou mais caro pelos artigos, seguindo a recuperação geral detectada pela pesquisa mensal feita pelo IBGE.
Diferentemente do que ocorreu em janeiro de 2014 e de 2013, o Brasil comprou mais roupas, tecidos e acessórios em janeiro de 2015, em relação ao mês anterior, acompanhando a recuperação do varejo em geral detectada pela pesquisa realizada mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O volume de vendas de vestuário e outros artigos da categoria subiu 1,30% em relação a dezembro, o mesmo índice da média geral.
E, assim como a maior parte das categorias do comércio, os consumidores pagaram mais pelas roupas que adquiriram no mês, ou compraram itens de preço maior. O certo é que a pesquisa do IBGE registrou alta de receita nominal de 2,4% no segmento, índice três vezes maior que o 0,80% obtido pelo comércio varejista como um todo, em janeiro, em relação a dezembro, mês em que o indicador foi negativo.
Vindo de um dezembro de vendas em queda, o aumento de janeiro de 2015 foi bom, mas, na comparação com janeiro de 2014, não foi suficiente para reverter a variação negativa. De acordo com o IBGE, no confronto com igual mês de 2014, janeiro registrou queda de 0,7% no volume de vendas de roupas, sendo junto com móveis e eletrodomésticos (-3,1%); livros, jornais, revistas e papelaria (-10,4%); as três únicas categorias a apresentarem variação negativa no mês.
Com o melhor desempenho nos outros cinco setores monitorados, o varejo brasileiro cresceu 0,6% em vendas e 6,4% em receita, sobre janeiro de 2014. Em termos de receita, o segmento de roupas, tecidos e acessórios exibe recuperação mais lenta que os demais, com alta de receita de 2,5%, mostram os dados da pesquisa do IBGE.
Na comparação do mesmo mês, as vendas caíram em nove dos 12 estados destacados pela pesquisa. Subiram bem no Ceará (15,4%), estado que obteve um dos maiores crescimentos do país na categoria em 2014. Os aumentos em Santa Catarina e Pernambuco foram menores: 5,7% e 2,8%, respectivamente. Os três estados cujas vendas mais caíram são Bahia, com queda de 9,40%, Minas Gerais (-5,4%) e Rio Grande do Sul (-5%).