Pressão inflacionária de agosto explica em parte a queda no volume de vendas e de receita dentro do mês, depois da alta recorde verificada em julho.
Em julho, o varejo de roupas surpreendeu ao acelerar puxando as vendas do comércio brasileiro como um todo. Na passagem para agosto voltou, entretanto, a manter o perfil de retração apresentado desde o início do ano. Publicada na semana passada, a pesquisa mensal de comércio realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o volume de vendas da categoria que engloba vestuário, tecidos e calçados recuou 1%, enquanto a receita nominal caiu 0,80%. Apenas a área de combustíveis e lubrificantes apresentou o mesmo comportamento retraído, mas, em intensidade menor. Todas as demais atividades monitoradas pela pesquisa registraram aumento de vendas e de receita.
Parte do recuo pode ser atribuída à pressão inflacionária exibida pela categoria em agosto, com a troca de coleções. Quando comparado a agosto de 2012, o desempenho melhora, apesar, de ser a única categoria que vem crescendo abaixo da média nacional, como salientam os técnicos do IBGE. Sobre agosto do ano passado, o volume de vendas do setor cresceu 3,6% e a receita nominal, 9,1%. Quatro estados contribuíram para melhorar o índice: Espírito Santo (14,8%), Goiás (11,8%), Ceará (8,80%) e Pernambuco (8,4%). Os estados que menos cresceram foram: Bahia (5,3%), Distrito Federal (5%), São Paulo (3,4%), Rio Grande do Sul (2,9%) e Rio de Janeiro (2,0%). Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina apontaram queda de vendas de 2,3%, 1,8% e 1,0%, respectivamente.
Em relação à receita nominal, a alta foi expressiva: 9,1% , e disseminada pelas 12 praças monitoradas pelo IBGE. Os estados que mais faturaram foram Espírito Santo (20,4%), Goiás (19,3%), Pernambuco (13,7%) e Ceará (11,0%), mantendo praticamente a mesma ordem de volume. Os menores índices de expansão de receita foram encontrados em Minas Gerais (4,4%), Rio Grande do Sul (5,7%) e Rio de Janeiro (5,9%).