Indústria têxtil e de confecção cortou emprego, mas, em patamar mais contido do que vinha praticando, assim como aconteceu com o comércio atacadista.
O enxugamento de quadro de pessoal no Brasil persistiu em maio nos setores têxtil e de confecção, tanto na indústria quanto no comércio. Mas, novamente, o varejo foi o segmento que mais cortou emprego com carteira assinada no mês. Demitiu 4.139 trabalhadores, praticamente o dobro da redução imposta em maio do ano passado. Os três estados que mais fecharam vagas foram: Rio de Janeiro (-1.032), São Paulo (-878) e Minas Gerais (-637). Só em dois estados os varejistas contrataram: no Paraná que abriu 115 vagas e no Piauí, que ofereceu mais 15 postos.
Ainda de acordo com os dados da pesquisa do ministério do Trabalho, realizada com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), as demissões perderam força em maio no setor de atacado de roupas e têxtil. As empresas do ramo encerraram 139 vagas, ante os 252 postos de trabalho fechados em abril. São Paulo foi o estado onde os atacadistas mais demitiram (-68), seguidos pelos de Minas Gerais (-30) e de Santa Catarina (-23). No sentido inverso, os atacadistas do Rio de Janeiro abriram 14 vagas, os do Rio Grande do Sul ofereceram 13 postos a mais e os de Goiás encerraram o mês com saldo positivo de mais nove empregos.
Também a indústria têxtil atenuou o volume de demissões, embora siga com quase 100 mil empregados a menos do que tinha em maio do ano passado. Em maio de 2016, os cortes atingiram 219 vagas (em abril foi o triplo). Rio de Janeiro registra o maior corte de emprego com carteira assinada no setor: cortou 423 vagas. Pernambuco fechou 178 postos e Minas Gerais encerrou 161 posições. A redução do emprego industrial na atividade têxtil e de confecção só não foi maior porque empresas de 11 estados contrataram pessoal.
Assim como em abril, novamente Santa Catarina lidera, com a oferta de 375 empregos. Da mesma forma, o Ceará segue contratando, tendo aberto 143 vagas. Com 232 novos postos de trabalho, o Paraná figura entre os três estados de maior saldo positivo nesse setor, revelam os dados do Caged.