Criação de empregos em agosto pode sinalizar expectativa positiva do setor para retomadas das vendas no último trimestre do ano.
O varejo de vestuário e têxteis contratou em agosto, abrindo 1.226 vagas de empregos com carteira assinada. É o primeiro saldo positivo para um mês de agosto desde 2014. E quebra assim um ciclo de sete meses seguidos de demissões. Os dados são da pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os varejistas de São Paulo foram os que mais contrataram, com a criação de 862 vagas formais de trabalho. Seguidos pelos do Rio de Janeiro (+266) e Minas Gerais (+207).
Ao todo, 15 estados mais o Distrito Federal mantiveram o saldo positivo, mais contratando que demitindo. Em Roraima, o nível do emprego no varejo de moda ficou estável. Para outros dez estados, o fechamento de vagas continuou no segmento. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais concentrou os cortes no comércio de roupas. Ficou com 266 vagas a menos do que tinha em julho. Pernambuco eliminou 196 empregos e a Bahia, ficou com menos 76.
Já o comércio de atacado de vestuário e têxteis completa quatro meses de cortes. Em agosto fechou 60 vagas, com São Paulo liderando as demissões. Os atacadistas do estado eliminaram 79 empregos de carteira assinada. O segundo a mais demitir foi o atacado de Pernambuco que ficou com menos 32 vagas.
REAÇÃO DO SETOR INDUSTRIAL É DISCRETA
Acumulando três meses em queda, o nível de emprego da indústria de têxteis e roupas mudou a chave em agosto. A reação foi bastante discreta. Deixou saldo positivo de 461 empregos criados. Segundo os dados do Caged, em 18 estados foram abertas vagas formais. Com Santa Catarina liderando, ao oferecer 445 postos de trabalho adicionais. Minas Gerais abriu 282 e Goiás mais 248.
No sentido inverso, a indústria paulista mantém viés arredio. O saldo de agosto ficou negativo, com 598 vagas a menos. O Rio Grande do Sul aparece com o segundo maior corte, mediante o fechamento de 191 postos.
NÍVEL DO EMPREGO NO BRASIL
O país registrou a abertura de 121.387 vagas de trabalho com carteira assinada em agosto. O setor de serviços puxou as contratações, com a oferta de 61.730 novos postos.