Depois da queda abrupta de julho, a receita das lojas de roupas, tecidos e calçados registraram aumento, mantendo estável o volume de vendas.
Com predomínio de resultados negativos no varejo brasileiro, em agosto, as lojas de roupas, tecidos e calçados foram das poucas atividades a apresentar indicadores melhores do que no mês anterior. Em termos de volume de vendas, o segmento ficou estável, nem cresceu, nem caiu. Contudo, a receita nominal cresceu 0,40%. Junto com o aumento de 2,2% do setor de hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo, ajudou a elevar o faturamento do varejo nacional em 0,5%, aponta a Pesquisa Mensal de Comércio, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por outro lado, o volume de vendas do varejo em geral teve redução de 0,60% em relação aos resultados de julho.
Sobre agosto de 2015, o quadro mudou pouco em relação a análise do mês anterior sobre o comportamento das vendas nos 12 estados destacados pela pesquisa. Novamente nenhum estado teve aumento no volume de vendas. Entre os três que mais caíram no mês em relação ao ano passado desponta Espírito Santo, com declínio de 16,70%, seguido por Rio de Janeiro (-16,60%) e Minas Gerais (14,40%), dois estados que já havia apresentado queda significativa em julho, na comparação com o mês anterior.
Os três estados também foram os que mais perderam receita nominal. A contração do varejo de moda no Rio de Janeiro foi de 14,3% no período, ainda que a perda tenha sido menor que a comparação entre julho 2016/julho 2015. Depois, vem o Espírito Santo, com redução de 14,2%, e Minas Gerais, com diminuição de 10,7%. Em termos de resultados positivos de receita, Ceará e Santa Cataria permanecem em destaque, com aumento de 3,4% e 1%, respectivamente. Paraná completa o trio com expansão de 3,8%, o maior aumento de agosto sobre igual mês do ano passado, mostra a pesquisa.