Queda em lojas de roupas e calçados foi ligeiramente menor que o encolhimento do comércio brasileiro em geral no mês.
Em março, o varejo de moda, que engloba lojas de roupas, tecidos e calçados, vendeu menos que em fevereiro. Na passagem de um mês para o outro, o volume de vendas da atividade encolheu 1% e a de receita nominal diminuiu 1,8%. A contração foi menor que a observada no comércio varejista brasileiro como um todo, que recuou 1,9% tanto em volume quanto em receita, indica a Pesquisa Mensal de Comércio, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Desde dezembro, lojas de roupas e calçados registraram alta de volume de vendas e receita. Março interrompeu a curva de crescimento do segmento, sendo que moda está entre as quatro atividades que apresentaram queda nas vendas no mês influenciando os indicadores negativos do setor como um todo. Pelo segundo mês consecutivo, o comércio varejista brasileiro reduz volume e receita, informa o IBGE.
SOBRE MARÇO DE 2016
A comparação com o ano anterior mostra, contudo, recuperação do varejo de moda, que foi o que mais cresceu nesse confronto entre as atividades monitoradas pela pesquisa. Subiu 11,7% em volume de vendas e 13,7% em receita nominal. O comportamento do comércio dos estados tratados como destaque na pesquisa revela a reação das lojas de moda do Espírito Santo, cujo volume de vendas e receita nominal têm caído regularmente desde janeiro na comparação com igual mês do ano anterior.
Em março, a alta registrada pelo estado foi de 53,3% em volume e de 56,2% em receita, revela o levantamento do IBGE. Como em fevereiro, Minas Gerais e Pernambuco continuam a deter o varejo de maior crescimento no país em março. Em volume de vendas, as lojas mineiras cresceram 45,2% e em receita, 48,1%. O comércio de roupas, tecidos e calçados aumentou o volume em 32,3% e receita em 32,7%.
*dados alterados pelo IBGE