Em moda crescimento ficou abaixo da média do comércio brasileiro, que ganhou impulso no mês, depois da queda em agosto
Desde julho, a curva de vendas do varejo brasileiro mudou em relação ao comportamento exibido no ano anterior. E não foi diferente com a categoria moda, que inclui as lojas de vestuário, tecidos e calçados. Se em julho de 2016 as vendas da atividade recuaram, em julho deste ano elas aumentaram, caindo em agosto (no ano anterior subiram). Em setembro, diante da fraca base de agosto, vendas e receitas cresceram, ao contrário do ano passado, quando o varejo retraiu em setembro.
As lojas de moda venderam 0,2% a mais em volume e 0,4% em receita nominal, quando comparadas a agosto. A taxa ficou abaixo da média do comércio brasileiro, que ganhou impulso, registrando 0,5% de avanço em volume de venda e de 1,1% de crescimento de receita em relação ao mês anterior, com cinco das oito atividades monitoradas apresentando expansão, informa a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada esta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
SOBRE SETEMBRO DE 2016
Com variação de 11,7% em volume de venda, o setor de vestuário, tecido e calçados foi o que mais cresceu quando comparado a igual mês do ano passado. Segundo o IBGE, a atividade representou a quarta maior contribuição na composição da taxa geral do varejo, que assinalou aumento de 6,4%. Também em termos de receita nominal a evolução de moda ficou muito acima da média nacional em relação setembro de 2016. O IBGE mostra que o avanço foi de 14,4%, quando a média nacional ficou em 4,5%.
Entre os mercados que são destaque na pesquisa do IBGE, houve predomínio de resultados positivos em volume de vendas, com exceção de Goiás e do Distrito Federal que registraram queda de 7,2% e de 3,1%, respectivamente. Os três estados do sul foram os que tiveram um setembro de expansão bem acima dos demais, com alta de dois dígitos: 15,1% em Santa Catarina; 12,9%, no Rio Grande do Sul; e de 10,4%, no Paraná.
Em receita nominal, Goiás e o Distrito Federal tiveram ambos redução. As lojas goianas viram a receita cair 9%, com perda ainda maior que em volume de vendas. O recuo do Distrito Federal foi de 0,9%. Outros dois estados, apesar de terem aumentado o volume de vendas, enfrentaram queda de faturamento na comparação com setembro de 2016. É o caso de Minas Gerais (-0,9%) e do Rio de Janeiro (-0,10%). A receita da região sul cresceu em proporção mais moderada que em volume: 12,1% em Santa Catarina; 12% no Rio Grande do Sul; e 7,4% no Paraná.