Lojas de roupas, tecido e calçados mantiveram o mesmo padrão do comércio em geral, que caiu em volume, com estabilidade de receita.
Como ocorreu com todo o varejo brasileiro, também as lojas de vestuário, tecido e calçados apresentaram queda no volume de vendas no início do ano. No caso de moda, a desaceleração dos negócios foi maior que a média nacional (-0,5%). Caíram 1,5% em janeiro em relação a dezembro, mostra a pesquisa sobre o varejo realizada mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou os resultados na manhã de hoje, 10 de março.
Já a receita nominal ficou estável, com tendência de pequena alta, de 0,1% para o varejo em geral e para moda, em janeiro sobre os resultados de dezembro. Segundo análise do IBGE, os principais fatores que influenciaram esse desempenho foram o aumento dos preços que acumulou alta de 10,67% em 2015; restrição ao crédito devido à elevada taxa de juros, que subiu para 39,2% em janeiro de 2016; redução da massa real de salário que recuou 10,4% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016; e queda no número de trabalhadores com carteira assinada, que caiu 2,8% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016.
Desempenho dos estados
A pesquisa do IBGE analisa os resultados de 12 estados, comparando o mesmo mês do ano anterior. Para o varejo de tecidos, roupas e calçados, a redução do volume de negócios foi uma das mais severas, tendo caído 13,8% no Brasil; com a receita nominal também em queda de 9,3%. A situação da atividade é mais difícil que a média geral, que registra da mesma forma retração de vendas (-10,3%), mas, com aumento de receita (1%).
Santa Catarina foi o estado cujas vendas caíram menos (-2,8%) e o único a apresentar aumento de receita de 4,6%. Os três estados com pior desempenho continuam a ser Pernambuco, Paraná e São Paulo, tanto em vendas quanto em receita, embora todos do grupo destacado pelo IBGE tenham apresentado variação negativa. As lojas de Pernambuco apontaram retração de 21,3%, em volume, e de 17,8%, em receita. No Paraná, a queda do varejo de moda apontou para -20,2%, em volume, e -14,9%, em receita. Em São Paulo, a redução foi de 19,2%, em volume, e de 13,4%, em receita.