De janeiro a março, o comércio de vestuário, tecido e calçados acumula alta de quase 25%.

Depois que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fez os reajustes sazonais, a Pesquisa Mensal de Comércio mostra que venda do varejo de moda cresce em todos os meses do primeiro trimestre de 2022. Registra alta acumulada de quase 25% em volume de venda e quase
40% em receita nominal (olhe os gráficos).Foi um aumento excepcional em relação ao acumulado dos dois primeiros meses do ano (então, 5,2% em volume e 17,2% em receita).
O comércio brasileiro como um todo cresceu 1,3% em volume de venda de janeiro a março e 15% em receita nominal, informa a pesquisa do IBGE.
Em março, o levantamento exibe certa estabilidade na venda do varejo de moda em relação a fevereiro. Subiu 0,10% em volume. A receita nominal avançou 1,7% na passagem de um mês para o outro.
De modo geral, em março, o comércio como um todo cresceu 1% em volume e 2,9% em receita.
ACUMULADO DO ANO NOS ESTADOS
Entre os 12 estados que são destaque da Pesquisa Mensal de Comércio, chama a atenção o desempenho inusitado de São Paulo onde a venda do varejo de moda cresce fortemente. No trimestre, as lojas de vestuário, tecidos e calçados do estado acumulam alta de 43,8% em volume e de 65,1% em receita.
Nessa série, somente o Rio de Janeiro apresenta variação negativa no acumulado do trimestre: -6,8% em volume de vendas.
RESULTADO EM 12 MESES
Até março de 2022, nos últimos 12 meses, o volume de venda do varejo de moda cresceu 23,5% em volume e 32,6% em receita nominal.
Destaque no período de 12 meses continua sendo o comércio da Bahia, cujo varejo de moda acumula alta de 40,4% em volume e de 50,2% em receita.
DETALHES NOS GRÁFICOS
Clicando nas setas, os gráficos mostram a variação mensal no varejo de moda em comparação com o desempenho do comércio em geral.
Outras duas séries incluem a variação acumulada no ano e em 12 meses do varejo de moda em comparação com o comércio em geral.
Mais dois gráficos apresentam o comportamento do varejo de moda por estado, com variação acumulada no ano e nos últimos 12 meses até março.
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