Como parte da antecipação de compras de Natal, lojas de vestuário, tecidos e calçados também venderam mais, embora a taxa menor que a de outubro.
Em novembro, as vendas do comércio brasileiro cresceram em comparação com outubro, muito estimuladas pela proximidade com as festas de Natal e Ano Novo. Dos dez setores monitorados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para a Pesquisa Mensal do Comércio, incluindo veículos e material de construção, apenas três registraram queda no volume de vendas: mercados, alimentos, bebidas e fumo que são analisados como uma categoria só (-1,5%); livros jornais e revista (-0,7%); e combustíveis (-0,3%).
Lojas de roupas, tecidos e calçados acompanharam em parte essa alta, com desempenho mais contido que o demonstrado em outubro. Em novembro, o volume de vendas do segmento cresceu 0,6% em relação ao mês anterior, indica o resultado da pesquisa, divulgado nessa quarta-feira, 13 de janeiro, pelo IBGE. A receita nominal do segmento de moda subiu 1%, no período, ficando atrás do desempenho geral que apontou crescimento de faturamento de 2,3%.
Sobre novembro de 2014, a situação se deteriora para o segmento de moda, que continua a registrar seguidas quedas de volume de vendas e receita desde fevereiro de 2015, em relação aos mesmos meses de 2014. Em quantidade, as vendas caíram 15,6%, o maior recuo registrado na série histórica do segmento, ressalta o relatório do IBGE. O comércio como um todo vendeu menos 7,8% em novembro de 2015 sobre igual mês de 2014.
Em termos de receita nominal de vendas, o cenário também é recessivo. O faturamento das lojas de vestuário, tecidos e calçados recuou 11,5% em novembro de 2015 sobre novembro de 2014. Descolou, assim, do desempenho da receita do comércio em geral que assinalou alta de 1,4% nesse confronto, informam os dados da pesquisa.
As taxas negativas do segmento de moda foram pressionadas sobretudo pelo desempenho dos 12 estados monitorados pelo IBGE para o estudo. Em todos, o indicador de volume e receita ficou negativo na comparação com novembro de 2014. A exceção foi Santa Catarina que faturou 3% a mais, mas, com volume de vendas em queda de 3,6%, porém, assinalando a taxa mais baixa entre os estados.
Em volume de vendas, os resultados negativos de Pernambuco (-21,5%) e Bahia (-19,8%) continuam a manter os dois entre os três estados com maior queda. Em novembro, a vendas de São Paulo implodiram com retração de 21,3% em volume, a mais alta do ano no estado e que pela primeira vez ultrapassa a barreira dos 20%. Aos três estados também corresponde o maior recuo de receita, de acordo com os dados do IBGE: Pernambuco, com menos 19,1%; Bahia, com menos 17%; e São Paulo, com menos 16,6%.