No varejo, o preço das roupas subiu em fevereiro exatamente o que caiu no mês anterior, refletindo o forte aumento determinado pelas confecções.
Os artigos de moda vendidos no varejo ficaram mais caros 0,24% em fevereiro, repondo a queda de 0,24% registrada em janeiro, mostra a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada hoje, 09 de março, com os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação brasileira. No geral, os preços dos itens que compõem as atividades monitoradas pelo instituto subiram 0,90% em fevereiro, que representa desaceleração sobre a inflação de janeiro. Apenas Habitação teve recuo de 0,15%, puxada para baixo pela queda no custo de energia elétrica.
Nas lojas de moda, os preços das roupas infantis e das jóias e bijuterias foram os que mais pressionaram a inflação do setor. Os artigos de vestuário para crianças avançaram 1,03% sobre janeiro, e os acessórios subiram ainda mais, 1,15%. Os aumentos também foram fortes em roupas masculinas (0,88%) e tecidos (0,75%). Nesse grupo de atividades, somente roupas femininas ficaram mais em conta, caindo 0,23%, e calçados, que apresentaram recuo de preços de 0,35%, mostra a pesquisa do IBGE.
O cenário das capitais mudou completamente em fevereiro. Se em janeiro praticamente todas as 13 cidades rastreadas registraram deflação, com exceção dos aumentos observados em Belém e Curitiba, em fevereiro, quatro delas recuaram e nove aumentaram os preços. O custo de comprar roupas, tecidos, calçados, jóias e bijuterias continuou a cair em Rio de Janeiro (-0,66%), Fortaleza (-0,57%), Campo Grande (-0,46%) e São Paulo (-0,07). No Rio, só as roupas infantis ficaram mais caras (0,99%), junto com jóias (2%) e tecidos (1,55%).
Salvador foi a capital mais cara, com aumento generalizado em fevereiro de 1,42%, pressionado sobretudo por tecidos (2,66%) e calçados (2,13%). Recife vem em seguida, com alta de 1,29% em todos os itens, especialmente tecidos (3,34%) e roupas infantis (2,07%). O Distrito Federal completa as três regiões mais dispendiosas para a moda, com reajuste nos preços de 0,86%, influenciado pela forte alta nas roupas masculinas (2,42%), enquanto caíram roupas infantis (-0,99%) e calçados (-1,30%).