E, de novo, Moda foi a categoria do varejo cujos preços mais caíram em julho na pesquisa do IBGE que mede a inflação oficial.

Ainda que o comércio tenha retomado as atividades, o consumo continua travado. Com a queda dos preços em julho, a vertente Moda, que inclui lojas de vestuário, calçados, joias e tecidos, completa um trimestre de deflação. E, desse modo, de novo, o segmento foi o que mais caiu em mês no qual a inflação brasileira acelerou 0,36% sobre junho.
Os preços da categoria chamada Vestuário encolheram 0,52% em julho em relação ao mês anterior, mostra o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Essa é a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que mede a inflação oficial do país.Roupas foram os itens da categoria que mais derrubaram os preços no varejo em julho e, assim, vestuário tem um trimestre de deflação. Caíram 0,72%. Calçados recuaram 0,31%. Em outra direção, tecidos e artigos de armarinho subiram 0,50%, depois do aumento recorde de 1,11% em junho. Joias e bijuterias encareceram 1,04%. A consistente inflação desses produtos está basicamente associada à alta do ouro, que no início de agosto alcançou o marco de ser cotado a US$ 2mil a onça troy.
Os preços de vestuário foram influenciados pelo recuo das roupas de adultos – masculinas (-1,40%) e femininas (-0,61%). Porque as roupas infantis ficaram 0,18% mais caras que em junho.
VARIAÇÃO ACUMULADA NO ANO
Até julho, a categoria Moda acumula deflação de 2,44%. Só os preços de roupas caíram 2,87% de janeiro a julho, em relação a igual período do ano passado. As roupas femininas foram as que mais influenciaram esse desempenho, acumulando redução de 4,09% sobre os primeiros sete meses de 2019. No período de comparação, roupas masculinas recuaram 2,45% e roupas para crianças reduziram 0,89%.
Também os preços de Calçados e acessórios acumulam queda no ano (-3,25%), segundo a pesquisa do IBGE.
Sobre 2019, Joias e bijuterias acumulam alta de 7,61% de janeiro a julho, enquanto tecidos subiram 2,82%.
A inflação brasileira acumulada chegou a 0,46% até julho.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DE MODA EM 16 CAPITAIS
Em julho, os preços do grupo Vestuário registraram inflação em três das 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE. Pelo quarto mês consecutivo, Curitiba aumentou os preços de moda, subindo 0,08%, sendo que roupas contribuíram com aumento de 0,10% no mês. Depois de registrar a maior queda em junho entre as capitais, Campo Grande viu a inflação acelerar para 1,32% em julho, o maior aumento nas cidades de destaque. No Rio de Janeiro, os preços de moda subiram 0,37% sobre junho, mas roupas apresentaram queda de 0,04% no varejo da cidade.
As outras 13 capitais tiveram deflação, a mais alta registrada em Aracaju (-1,85%), com roupas chegando à queda de 2,38% de um mês para o outro.
Nos gráficos abaixo, criados pelo GBLjeans, o leitor consegue acompanhar a variação mensal e acumulada da inflação do país e dos itens de Moda. Também é feito um recorte só para roupas, mostrando o desempenho do segmento e de público. Da mesma forma, os gráficos trazem ainda dados da variação mensal e acumulada de Roupas nas 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE.