Atingida a projeção, o Grupo Pasquini terá crescido 20% em faturamento como parte de um novo ciclo de expansão

Depois da mudança de São José do Rio Preto para Itajaí há 7 anos, período no qual a empresa dona da Acostamento triplicou de tamanho, o Grupo Pasquini entra em novo ciclo de expansão a partir de 2026. O plano é atingir R$360 milhões em faturamento, que representará 20% acima do previsto para 2025. A expansão estará ancorada na aceleração da moda masculina, no reforço com o licenciamento da US Polo Assn e na meta de dobrar presença no varejo multimarcas, passando de 4 mil para 8 mil pontos até 2030, explicou Rariton Pasquini, fundador e presidente da companhia.
Também está no radar do Grupo Pasquini ampliar o canal de varejo. E, para isso, a empresa avalia o lançamento da franquia Acostamento, previsto para 2027, conta o empresário.
Atualmente, o grupo controla cinco marcas. Atua com a Acostamento, de moda masculina e que deu origem à empresa; a ACT, de moda feminina; a Acostamento Next, de moda infanto-juvenil para meninos; a InBlanche, também feminina, porém, com estilo voltado para mulheres na faixa entre 20 e 30 anos. E desde meados de 2025, responde no Brasil pela produção e distribuição da US Polo Assn, marca oficial da United States Polo Association (USPA), o órgão dirigente do esporte polo nos Estados Unidos.
PRODUÇÃO PRÓPRIA
De modo a dar tração ao crescimento, o Grupo Pasquini concentrou desde 2019 a operação industrial em Itajaí, no polo textil de Santa Catarina. Internamente, a empresa produz toda a malha e o pique – do fio ao tingimento – usados na confecção de suas linhas de camisetas, polos e outras peças. Assim como no jeans, a costura é terceirizada, enquanto corte, silk screen, bordado e acabamentos permanecem internos.
Rariton explica que com a experiência adquirida com a produção de malha, a empresa estuda iniciar também a produção de tecidos planos. Uma das opções seria produzir a própria sarja. Ele comenta que a moda masculina vive um momento de desempenho bastante positivo no Brasil, com forte procura por conforto, tecidos tecnológicos e praticidade.
O portfólio masculino inclui camisetas com elastano 360°, jeans que resfriam, com repelência à água, alfaiataria de malha e peças que não amassam. Ao mesmo tempo que o mix variado ampliou o ticket médio, também diversificou as opções que vão do casual ao trabalho.
Ele comenta que esse movimento acelerou o giro e elevou o valor agregado das coleções, contribuindo para as metas de receita de 2025 e 2026.
CAPACITAÇÃO DAS MULTIMARCAS

Para 2026, o Grupo Pasquini estabeleceu como prioridade ajudar o canal multimarcas a vender mais. Atualmente, trabalha com 4 mil multimarcas por coleção – são quatro por ano, e cápsulas intermediárias. Mas Rariton estima que com as ações planejadas e a marca adicional no portfólio será possível dobrar esse canal para 8 mil multimarcas nos próximos cinco anos.
Embora tenham perfis diferentes, há dores comuns entre os lojistas. Digitalização é um deles. Conforme a empresa, apenas 2% das cerca de 80 mil lojas de moda do país atuam, por exemplo, em marketplace. Um dos principais objetivos de 2026 será apoiar essa transformação.
Para essa estratégia, a empresa estruturou cursos, workshops e mentorias sobre implantação de sistemas de CRM e gestão de clientes para lojistas menores; vendas por live commerce; participação em marketplaces e e-commerce; técnicas de visual merchandising; utilização de inteligência artificial para o negócio; construção de canais de venda híbridos. A intenção é ajudar os lojistas a aumentar a conversão.
“O lojista é muito sozinho. Ele precisa de método, entender as mudanças e os novos formatos de venda. A partir do momento que vender mais, ele continua”, avalia Rariton.
No caso da estreia em franquia, a empresa estuda o modelo ideal de loja, o custo de metragem mais acessível, o mix obrigatório, o comportamento do consumidor por praça. Buscando, sobretudo, operações financeiramente sustentáveis, conclui Rariton.
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