Com os novos equipamentos, que começam a chegar em junho, fabricante de denim reestrutura as plantas do interior de São Paulo.
Para 2020, a Capricónio definiu um novo ciclo de investimentos, que não será tão intenso quanto o anterior. O plano é comprar mais teares com largura acima de 2 metros, substituindo parte dos equipamentos com largura de 1,90 metro. Segundo Alexandre Correa, diretor comercial do fabricante, foram contratados 70 teares de 2,10 metros que começarão a chegar ao Brasil a partir de junho. Outros 20 estão previstos para 2021.
Parte será colocada no lugar de teares mais antigos de 1,90 metro. Esse movimento de substituição começou em meados do ano passado, quando o fabricante de denim instalou teares de 2,30 metros. Com esses recursos, mais a nova planta de acabamentos, conseguiu chegar ao mercado lançando tecidos de algodão e elastano de 1,77 metro, explica Correa.
Em função do novo parque de teares, a Capricórnio fará uma mudança no perfil de suas plantas industriais instaladas no interior de São Paulo. Em Bragança Paulista, concentrará a produção dos básicos: denim 100% algodão ou com a mistura de algodão e poliéster, com tecelagem e parte do acabamento, conta Correa. Em seu principal polo de produção, em São Carlos, a empresa vai produzir os tecidos mais largos, os diferenciados e os que combinam na composição algodão, elastano e poliéster.
A Capricónio conta ainda com uma planta menor de acabamento em Natal, no Rio Grande do Norte. Ali fica também o centro de distribuição da empresa para a região nordeste.
INÍCIO DE ANO PROMISSOR
Correa avalia que essa substituição poderá até representar certo ganho de produção. Mas que não é essa a principal meta da empresa para o ano. “Em 2019, assim como o mercado em geral, nós sofremos com margem”, diz, para estimar que depois do Carnaval a indústria de forma geral deverá começar a recompor preços para fazer frente ao forte aumento de custos.
Da mesma forma que em 2019, as vendas de 2020 foram bem no início do ano para a Capricórnio. “Janeiro vendemos 12% a mais que em janeiro de 2019. E fevereiro caminha para a mesma toada”, prevê o diretor.Negócios