Recursos constam do planejamento de 2019 da distribuidora de tecidos que mantém uma forte área de prestação de serviços, da criação ao PL
Depois de triplicar o volume de tecidos comercializados em 2018, a Estyllus Denim Design se prepara para expandir a capacidade na área de serviços. Avalia investir R$ 2,5 milhões em recursos próprios para a compra de duas máquinas automatizadas destinadas ao setor de
corte, que tem experimentado aumento de demanda, conta Rodrigo Rodrigues, diretor comercial da empresa. Planeja comprar mais uma enfestadeira, ficando com três equipamentos em operação; e uma segunda máquina de corte.
A Estyllus é uma empresa que completa dez anos em 2019. Nasceu em Goiânia como prestadora de serviços de modelagem para jeans. Ao longo do tempo foi incorporando outras atividades na área, como criação, desenvolvimento de coleções, pilotagem, enfesto e corte até começar a distribuir tecidos (denim e sarja) em 2014. No ano passado, começou a operar também como PL (private label), montando uma rede de parceiros industriais e fechando, assim, o ciclo da produção de jeans.
Atualmente, é a atividade de comercialização de tecidos que responde pela maior parte do faturamento da empresa. Em 2018, alcançou a média de 450 mil metros de tecidos vendidos por mês, três vezes mais que no ano anterior. “Nosso CD tem capacidade de entrega de 60 mil metros por dia”, afirma Rodrigues. A nova unidade fica no parque industrial da cidade, tem 2,5 mil metros quadrados de área e capacidade de estocar 1,5 milhão de metros.
A Estyllus representa 11 fabricantes, entre denim e sarja: Santana Textiles, Saltorelli, Vicunha, Canatiba, Covolan, Nicoletti, Santista, Capricórnio, Santanense, Valença e Paraguaçu.
TRIPLICAR CAPACIDADE DE PL
Em outro endereço, fica a primeira unidade, de serviços. Embora não acredite que haverá crescimento tão acentuado como foi em 2018, o diretor da empresa avalia que a operação de PL poderá triplicar. Hoje com nove parceiros industriais, localizados nas cidades de Goiânia, Jaraguá e Trindade, a Estyllus fechou o ano com 40 mil peças entregues por mês. Com o reforço de mais três, já em teste, ele considera que poderá encerrar 2019 com, no máximo, 15 oficinas de costura, e elevando a capacidade de atendimento para 250 mil peças por mês.
“Agora, com as estruturas ficando mais complexas, estamos dando passos mais lentos. Mas o mercado está bem atrativo”, afirma o executivo.
As duas unidades têm vida simbiótica. Ainda que a de distribuição de tecidos fature mais, ela só tem essa expansão devido à demanda dos clientes da área de serviços. Por exemplo, para marcas que compram tecido na Estyllus o corte pode ser um bônus assim como a criação de uma coleção cápsula, explica Rodrigues. Além disso, a empresa mantém atualizado um showroom com acervo de 250 peças, entre calças, shorts, saias, camisas, macacão e macaquinho com modelagem e pilotagem disponíveis gratuitamente aos que compram tecido.
Nem todos clientes recorrem, contudo, a essas ofertas por temerem deixar a coleção igual à de todo mundo. Para escapar desse tipo de dificuldade, conta Rodrigues, a área de criação tem atuado como um escritório de design, sem trabalho autoral por parte dos três estilistas que compõem a equipe. “Tem que respeitar o que a marca faz e trabalhar bem próximo do cliente tentando entender o público dele”, afirma. Como a concorrência é grande, diz, a questão em torno do sigilo em torno do desenvolvimento das coleções é muito séria. Tem contrato de confidencialidade que todos os funcionários envolvidos no processo são obrigados a assinar.
Rodrigues credita a expansão dos negócios à mudança no perfil das confecções da região, que a partir de 2012 migraram do modelo de produção própria para terceirização. Também conta o crescimento do mercado atacadista em Goiânia, com a abertura de grandes centros comerciais no entorno da rua 44.