Desembolso projetado para dois anos contemplaria projetos como compra de equipamentos de ponta para a lavanderia de jeans
No biênio 2017/2018, quando o mercado andou arredio, a John Cler, lavanderia instalada em Goiânia, investiu R$ 8 milhões. Para os próximos dois anos, a expectativa é desembolsar outros R$ 20 milhões, calcula João Filho, fundador da empresa que em 2019 completa 25 anos de mercado. Os planos passam pela compra de equipamentos de ponta para a lavanderia de jeans, uma vez que a empresa construiu no ano passado a lavanderia hospitalar em terreno ao lado. A previsão é instalar a quarta máquina de laser ainda este ano, desta vez, em modelo com manequim – as três atuais em operação são de mesa – e 600 watts de potência. Também deverá adquirir uma máquina de pulverização para fazer efeitos diferenciados de marmorizado.
“Com esse equipamento, vamos diminuir o consumo de químicos, como permanganato e cloro. Terá menos consumo de água, porque a relação de banho é bem baixa”, explica João Filho. Ainda nos planos, a compra de máquinas extratoras automáticas, assim como investir em descarregamento de cargas sem interferência humana, entre outras iniciativas na área de produção que visam aumentar a produtividade da lavanderia de jeans. Atualmente, a John Cler emprega 125 funcionários nessa área e mantém a capacidade em 150 mil peças processadas por mês.
Mais amplo, o outro projeto em análise deverá consumir grande parte dos recursos e deverá ficar para 2020, quando o empresário espera trabalhar 100% com energia fotovoltaica nas duas lavanderias controladas pela empresa.
INVESTIMENTOS EM ONDAS
Durante a terceira edição da Casa Denim, evento anual realizado pela John Cler em parceria com grupo de fornecedores, Batista Filho enfatizou no discurso de abertura que a onda atual de investimentos da lavanderia é formada por ações que buscam boas práticas de sustentabilidade. “No primeiro evento (em 2017) eu falei que a coisa do momento era informação e network”, afirmou. Em 2018, trabalhou a valorização de pessoal. “Hoje sou capaz de falar que tem gente que é insubstituível”, enfatizou.
Para incentivar a equipe, a lavanderia adotou há dois anos política de participação nos lucros, que envolve a área administrativa. Dependendo do cargo, a participação varia de 1% a 3%, entre diretores, gerentes e encarregados, entre outros profissionais. “No montante de 30%. São 20 pessoas que passaram a brigar pela empresa”, explica.
É na nova onda de buscar sustentabilidade que ele coloca a decisão de investir na construção da estação de tratamento de efluentes para fins de reúso de água na área industrial. Foi inaugurada em outubro passado e absorveu investimento em torno de R$ 1 milhão, informou o empresário, enfatizando que em Goiás o tratamento de efluentes não é obrigatório. O acesso à água também não constituía um problema para a lavanderia.
É captada de poços artesianos. Segundo ele, a lavanderia de jeans consome em torno de 50 mil litros de água por hora, que antes eram abastecidos pelos poços e depois de usados, despejados na rede de esgoto. Hoje 90% desse volume retornam à área de produção em circuito fechado, sendo captados 10% de água nova, conta o empresário. Desde janeiro, a lavanderia conta com duas redes de abastecimento independentes, uma só de água de reúso, e outra de água nova. E a conta paga para a companhia de saneamento caiu bastante.
CASA DENIM TEM NOVA YORK POR TEMA
Para a terceira edição da Casa Denim, a John Cler contou com patrocínio de cinco fornecedores: Canatiba, Estyllus, Hi-Tech, SMS Metais e Punch Master. A ambientação do evento que conta com palestras e desfiles de moda, além de exposição de peças desenvolvidas por 11 alunos de três faculdades do estado – a UFG (Universidade Federal de Goiás), a UEG (Universidade Estadual de Goiás) e Universo – girou em torno da cidade de Nova York, com direito a Estátua da Liberdade, tendo aos pés fardos de algodão, na versão goiana. A coleção desenvolvida para a Casa Denim tem excesso de cores e de desenhos, aplicação de resina e foil, uso de laser e bordados, descreve a área de desenvolvimento da lavanderia. Também ficaram expostos modelos criados por estilistas convidados, como Urbano Jr, Joaquim Guimarães e Riusley Figueiredo.