Chamado de Centro Popular de Compras de São Paulo, o megashopping tem previsão de estar pronto em agosto de 2020.
Depois de muitas idas e vindas, saíram do papel as obras do Centro Popular de Compras de São Paulo, que substituirá a Feirinha da Madrugada do Brás. Em fase de fundação e montagem de estruturas pré-moldadas, o início da construção do empreendimento foi lançado pela Prefeitura de São Paulo na sexta-feira, 19 de julho, junto com o consórcio que venceu a licitação em 2015. A promessa é o megashopping estar pronto em agosto de 2020. De acordo com o prefeito da cidade Bruno Covas, tem mais vagas disponíveis para o novo local do que pessoas cadastradas.
A lista reúne em torno de 3 mil comerciantes cadastrados, estima a prefeitura. Pelo projeto apresentado, o shopping terá três pavimentos com capacidade para acomodar em torno de 4 mil boxes e cerca de mil lojas. Conforme Eduardo Badra, presidente do Consórcio Circuito das Compras São Paulo S.A., será cobrado aluguel social de R$ 900 por mês. Como cada box terá em torno de 3 metros quadrados, corresponde a R$ 300 o m2. “É o menor custo da região”, afirmou o executivo.
As obras que começaram em 2018 foram comemoradas pelo prefeito. “Quem conheceu como era o local antes do início desse projeto sabe que era um local de ilegalidade, de falta de recolhimento de impostos, de presença do crime organizado. Perdiam os trabalhadores, a sociedade e os outros comerciantes, que lidavam com concorrência desleal”, afirmou Covas.
INVESTIMENTO DE R$ 500 MILHÕES
Durante a construção do novo centro de compras, os comerciantes foram transferidos para outro local muito próximo do atual, conhecido por Amarelão. Da obra é possível ver a fachada da Feirinha da Madrugada. Com área total de 182 mil metros quadrados, o megashopping será erguido no terreno onde antes funcionou a Feirinha da Madrugada do Brás. O novo centro de compras terá três pavimentos e vai funcionar diariamente das 2h às 22 horas, informa a prefeitura. Para a primeira etapa, o investimento previsto é de R$ 500 milhões, bancados pelo consórcio vencedor.
Prevê a construção da área de vendas, entre boxes e lojas, praça de alimentação com 1,2 mil lugares, estacionamento com vagas para 315 ônibus e 2,4mil veículos. Nessa fase, também está prevista a implantação de um sistema circular de ônibus que vai ligar o novo centro de compras com a 25 de Março, o Bom Retiro e a região da Santa Efigênia. Segundo a prefeitura, por essas áreas comerciais circulam 500 mil pessoas por dia.
Na segunda etapa, o empreendimento será expandido para passar a contar com um prédio de salas comerciais e hotel. O investimento incluirá ainda a restauração de um prédio da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) localizado na região.