Outra meta relativa a fornecedores planeja certificar todos os diretos até o final do ano.

O novo relatório de sustentabilidade publicado pelo grupo Arezzo&Co faz um balanço dos indicadores de 2021 e anuncia metas até 2030. Entre os objetivos na parte relativa à produção responsável, o Arezzo&Co anunciou que pretende rastrear toda a cadeia de couro e vestuário até 2024. Outra meta associada estipula certificar todos os fornecedores diretos até o final de 2022.
Em 2021, a companhia contava com
343 fornecedores. Na parte de vestuário, 64% deles são empresas que contam com o selo emitido pelo Programa ABVTex. No ano passado, a Arezzo decidiu fomentar os investimentos dos parceiros industriais para conquistar a certificação. Contratou então o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para diagnóstico, consultoria e treinamento dos fornecedores e subcontratados nos temas relacionados à sustentabilidade do negócio e à conformidade aos parâmetros do Programa ABVTex.A empresa informa que investiu R$266mil nessa ação para capacitar 87 fornecedores.
Já na parte de couro, 70% dos fornecedores dispõem de certificação LWG (Leather Working Group) e CSCB (Certificação de Sustentabilidade do Couro Brasileiro, concedida pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil).
Em princípio, o grupo adotará a tecnologia blockchain como base de rastreabilidade. A solução tem sido usada para rastrear a cadeia da Alme e de um projeto da Reserva com o selo SouABR.
Ao longo do ano passado, o grupo vendeu 18 milhões de pares de sapatos, 2 milhões de bolsas e 4 milhões de peças de vestuário, informa o relatório.
LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO
Devido aos resultados obtidos ao longo do ano passado, a Arezzo&Co decidiu tornar a marca de sapatos Alme o laboratório de inovação da companhia para pesquisa e desenvolvimento de novas soluções em confecção de calçados de menor impacto ambiental. O relatório de sustentabilidade aponta que a Alme usa blockchain para rastrear toda a sua linha de produtos.
Todos contam com QR Code a ser acessado pelo consumidor com as informações relacionadas a processo produtivo, composição do produto e pegada de carbono em cada fase da produção. A rastreabilidade foi validada por blockchain em parceria com a startup Rastra CC.
A experiência da Reserva também serve de parâmetro para projetos da empresa. O relatório cita o programa SouABR de rastreabilidade por blockchain da cadeia do algodão. A marca foi a primeira iniciativa lançada em outubro do ano passado com uma linha de camisetas.
Além disso, o relatório destaca que desde o início de 2020, o Grupo Reserva obteve o selo do Sistema B, organização internacional que faz o diagnóstico de como as operações e o modelo de negócio de uma empresa afeta funcionários, comunidade, meio ambiente e clientes – desde a cadeia de suprimentos e materiais de entrada até as doações de caridade e benefícios aos funcionários.
MODA CIRCULAR
O Arezzo&Co definiu ainda que o Troc atuará como hub de moda circular para todas as marcas do grupo até 2024: Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme, Vans, My Shoes, o marketplace ZZ Mall, Reserva, Baw Clothing e Carol Bassi.
Todas vão utilizar os serviços do Troc para promover a logística reversa, através das Troc Bags e outras iniciativas. Dois pilotos foram realizados com a Alme e a Arezzo. A Schutz será a terceira a adotar as sacolas retornáveis, reunindo peças que os consumidores não desejam mais. Serão providenciadas 40 mil sacolas.
As demais marcas adotarão o sistema ao longo dos próximos dois anos.
O relatório do grupo ressalta também o programa da Reserva de 2021. Explica tratar-se de uma iniciativa de logística reversa pós-consumo implantada em 10 lojas físicas, que visa a coleta de peças jeans com a finalidade de reprocessamento na forma de novos produtos.
foto: Relatório de Sustentabilidade da Arezzo&Co.