Nova unidade que vai operar no Brasil trabalhava com a previsão de ser inaugurada entre maio e junho em São Caetano do Sul.
Empresa global em auditorias e certificação de sistemas, testes, inspeção e certificação de produtos de diferentes setores, a inglesa Intertek vai inaugurar laboratório dedicado ao setor têxtil. A expectativa até o início de março era de o Fab for Life entrar em operação entre março e junho, informou ao GBLjeans Renata Lucio, country business line leader Softlines. A nova unidade no Brasil está instalada na sede da empresa em São Caetano do Sul, cidade que integra a região metropolitana de São Paulo.
O anúncio do novo laboratório foi feito durante o TQA Day, evento de um dia realizado pela Intertek. Este ano a empresa tratou os temas de qualidade e sustentabilidade de maneira integrada. A divisão de Vestuário, Calçados e Acessórios organizou três palestras. Para uma delas convidou a Riachuelo.
RIACHUELO FAZ DIAGNÓSTICO DE EMISSÃO DE GÁS-ESTUFA
Segundo Valesca Magalhães, gerente de sustentabilidade do grupo, daqui a um ano será anunciado o primeiro diagnóstico em torno da emissão de gases-estufa pela companhia como um todo, no Brasil inteiro. Outra ação prevê a partir de abril colocar coletores de roupas usadas nas lojas da rede. Será realizada em parceria com uma organização sem fins lucrativos que dará nova destinação às peças recolhidas. No longo prazo, Valesca não descarta obter novas fibras a partir daquelas roupas que não teriam condições de serem doadas a alguém.
GESTÃO DE QUÍMICOS NA CADEIA TÊXTIL
Desde julho do ano passado, o Brasil estabeleceu a norma NBR 16787, que definiu os requisitos para utilização de substâncias químicas em têxteis de vestuário e para itens do lar. Também institui métodos de ensaio para detecção e quantificação destas. A palestra de Marcelo Lobo, da C&A, tratou sobre as diretrizes dessas novas regras. Ele foi um dos membros do comitê que discutiu o trabalho no Brasil.
“Vamos aproveitar que a adesão a essa norma é por enquanto voluntária para preparar as empresas”, aconselhou o executivo.
Outra palestra foi da Fundação Espaço Eco, mantida pela Basf no Brasil, que defendeu a importância de uma matriz de eco-eficiência para definir o ciclo de vida de um produto, desde a escolha do melhor momento para lançá-lo. A apresentação foi de Taísa Caires, consultora de gestão para a sustentabilidade da fundação.