Para reverter, varejista investe em melhorias do ecommerce, novo modelo de loja com estreia em junho e lançamento do app.
O fechamento das lojas físicas devido à crise da covid-19 abalou os resultados da Marisa Lojas no primeiro trimestre. O prejuízo líquido do período mais que dobrou na comparação com igual trimestre do ano passado. A perda aumentou para R$ 107,11 milhões, contra R$ 40,86 milhões de prejuízo de janeiro a março de 2019. Segundo o relatório que acompanha o balanço financeiro, até 19 de março, quando todas as lojas foram fechadas, a empresa experimentava alta de vendas de 11,7%.
A receita líquida do primeiro trimestre recuou 5,4%, em relação ao mesmo período de 2019. Desceu para R$ 571,77 milhões. A varejista considera difícil traçar planos para o ano em função do que chama de “baixo grau de visibilidade” da situação atual. De 354 lojas, 84 voltaram a funcionar a partir de 17 de abril.
Mas o presidente da companhia, Marcelo Pimentel, adiantou a analistas de mercado novidades de curto prazo. Uma delas é o lançamento do app da Marisa até o final de junho. A varejista é uma das últimas entre as grandes a liberar a versão do site para ser operado em ambiente mobile. Ainda em junho deverá inaugurar a loja-conceito com novo layout, sobre o qual o executivo não deu mais detalhes.
Ele avalia que até o final de julho todas as lojas da rede serão reabertas.
AVANÇOS NAS VENDAS DIGITAIS
Como a maioria das empresas brasileiras, também a Marisa priorizou os investimentos nos projetos voltados ao comércio eletrônico, que manteve o fluxo de caixa nas primeiras semanas da quarentena, de comércio fechado. Iniciativas previstas para serem implantadas entre o final deste ano e 2021 foram antecipadas.
O ship from store é uma delas. Até março, essa modalidade estava em piloto em 30 lojas. A crise da covid-19 fez a empresa acelerar essa expansão. Dois meses depois estendeu para 130 lojas. “E das vendas digitais, representa 25%”, afirmou Pimentel durante a teleconferência com analistas de mercado.
A instalação de quiosques da Magalu dentro das lojas da Marisa será retomada com a reabertura da rede. A expectativa é ter quiosques em 300 unidades no final do ano. A companhia também se mostra satisfeita com os resultados das vendas em cinco marketplaces: Mercado Livre; B2W; Zattini; Netshoes; e Magalu.
Na parte de produtos, a intenção é investir em modelos mais perenes, como jeans básico. Não pretende ser mais reconhecida como uma varejista fast fashion.