Lucro e receita aumentam, porém, companhia continua a ajustar a rede de varejo tendo fechado 22 lojas nos primeiros três meses
No primeiro balanço do ano, a Cia Hering mostra melhora nos indicadores. A receita líquida da empresa aumentou 8,8% sobre o primeiro trimestre de 2018, alcançando R$
373,93 milhões. O crescimento do lucro líquido na mesma comparação foi ainda melhor. Avançou 36,1% para atingir R$ 46,68 milhões. Os bons resultados foram sustentados sobretudo pelo desempenho da Hering Store, a marca que mais cresceu vendas de janeiro a março. O indicador de same store sales mostra expansão de dois dígitos (11,5%).
Favoreceu ainda o resultado o aumento do fluxo de consumidores nas lojas, que a companhia credita aos investimentos em marketing. A Hering também aponta a boa aceitação das coleções de outono e inverno por parte da rede de franqueados e das multimarcas. “Além das coleções regulares lançaremos ao longo do ano algumas inserções de cápsulas”, informou a empresa no relatório que acompanha o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2019.
O aumento de receita deve-se às vendas no mercado interno, porque a operação internacional registrou queda. “Principalmente em função de ajustes nas operações no Uruguai e aumento de competitividade local”, justifica o relatório para investidores, sem informar se fechou pontos no mercado externo (eram 20 em 2018). O processo de ajuste da rede de lojas no Brasil continuou por mais um trimestre, com 22 lojas fechadas. E não terminou, reconheceu a empresa aos analistas de mercado. Destacando, contudo, que prevê a abertura de unidades ao longo do ano, especialmente no último trimestre.
Foram encerradas 12 operações da Hering Store, quatro da Hering Kids e seis da PUC. Mas foi aberta mais uma unidade da Espaço Hering. Dessa forma, a companhia terminou março com 740 unidades.
A empresa destaca que fez alterações no modelo de desenvolvimento de produto, com impacto na produção, que imprimiram mais velocidade ao processo, de modo a aumentar a frequência de lançamentos. Dedicou especial atenção à linha de jeans, considerada categoria protagonista, enfatizando aspectos de conforto e funcionalidade. Como já sinalizara desde o ano passado, a Hering não faz mais mostruários nem catálogos de papel.
Animada com os resultados de integração entre o varejo físico e as vendas online, a empresa implementou as modalidades Pick up, Showrooming e Ship from/to em 103 franquias, depois de ter concluído o processo nas lojas próprias. A expectativa é estender a integração para toda a rede até o final do ano.
Os investimentos de janeiro a março somara, R$ 9,3 milhões. A maior parte destinada à àrea industrial, que absorveu R$ 3,75 milhões, e ao setor de TI, que consumiu R$ 3,21 milhões.