Varejista registra mais fluxo de visitantes nas lojas desde julho, sem comentar rumor de venda para Americanas.

Ao publicar o balanço financeiro do segundo trimestre, a Marisa diz esperar um segundo semestre melhor que o primeiro. Conta para isso, com
a contenção dos casos de covid-19 no Brasil mediante o programa de vacinação. Mesmo anotando aumento das vendas no segundo trimestre, a Marisa reduz mas não reverte o prejuízo líquido.De abril a junho, enfrentou perda de R$59,5 milhões. Prejuízo bem menor que os R$171 milhões do segundo trimestre de 2020. Porém, quase o dobro dos R$28 milhões assinalados em igual período de 2019.
A Marisa reduz o prejuízo também no semestre que ficou em R$112,88 milhões, menos da metade dos quase R$280 milhões acumulados no primeiro semestre do ano passado.
A receita líquida avançou para R$611,1 milhões, elevando para R$1,02 bilhão apurados no primeiro semestre.
Sob quaisquer aspectos, o desempenho é superior a 2020, e próximo a 2019, a melhor base de comparação.
“Na virada de junho, vimos uma acomodação de vendas impactadas pela demora da chegada do frio e, ao longo do mês, observamos queda de fluxo bastante relevante nas lojas físicas, que atribuímos a uma combinação de um arrefecimento na demanda reprimida com a piora na conjuntura econômica”, analisou a companhia em relatório que acompanha os resultados financeiros.
REDE ESTÁVEL
O tamanho da rede de lojas da Marisa pouco mudou desde o final do ano passado. Ficou uma loja a menos. São 344 unidades em operação, ao final do semestre.
A maior mudança estará concentrada no novo modelo de loja. O piloto foi inaugurado no Shopping Dom Pedro, em Campinas (SP). A reforma de outras quatro lojas já está contratada, todas em São Paulo, diz a varejista.
Sobre as dark store, Marcelo Pimentel, CEO da Marisa, disse em teleconferência com investidores que será aberta mais uma operação do tipo até o final de setembro, em Minas Gerais.
Prevê inaugurar outras três dark stores ao longo do primeiro trimestre de 2022, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Distrito Federal.
AMERICANAS
Em relação a reportagem do jornal Valor Econômico indicando tratativas envolvendo a venda da Marisa para a Americanas, a varejista de moda negou. Em fato relevante dirigido ao mercado afirmou “que não possui neste momento qualquer acordo concreto para a realização de uma operação, seja com as Americanas S.A., seja com outro participante de mercado”.