Resultado no período foi afetado pela falta de frio no inverno, com a receita líquida ficando praticamente estável entre abril e junho.
Mediante uma série de medidas de saneamento, a Marisa Lojas melhorou os resultados no segundo trimestre. Ainda que operando no vermelho, a varejista reduziu o prejuízo em 23,6% de abril a junho, sobre igual período do ano passado. A perda foi de R$ 28,2 milhões. De acordo com a avaliação da companhia a falta de frio afetou o desempenho das vendas e a receita líquida ficou praticamente estável, com discreta variação positiva de 0,1%. Ficou em R$ 690,22 milhões de abril a junho. O aumento do dólar também pesou sobre os itens de inverno, assim como a melhoria na qualidade dos produtos teve efeito sobre os preços.
A pequena melhora de receita foi incentivada pelas promoções de inverno desde maio e sobretudo em junho, que atraíram mais clientes às lojas. Dentro da política do que chama de downsizing, a Marisa fechou mais um ponto de venda, encerrando junho com 358 lojas. Dessa forma, ao longo do primeiro semestre a rede ficou com 13 unidades a menos do que tinha em dezembro. A analistas de mercado, a companhia avaliou que esse processo foi concluído, sem expectativa de mais cortes em larga escala.
A receita líquida do primeiro semestre evoluiu 1,9% para R$ 1,29 bilhão sobre o primeiro semestre de 2018. O prejuízo líquido recuou 11,4%, atingindo R$ 69,14 milhões, de janeiro a junho.
Conforme disse Marcelo Pimentel, novo diretor presidente da companhia que assumiu em julho, em teleconferência com investidores, o terceiro trimestre começou bem, a despeito do mercado ainda se manter bastante competitivo. “Iniciamos bem julho com o aceite do nosso preview de coleção e agosto também apresentou vendas positivas”, afirmou.
ONLINE INCENTIVANDO VENDAS
Por falta de frio, a empresa antecipou o lançamento da primavera, que vem acompanhado de campanha publicitária forte em TV aberta, com estreia no domingo Dia dos Pais no Fantástico. Pimentel também credita o aumento do fluxo de clientes à expansão do ecommerce. Até o momento, 115 lojas da rede integram o programa click&collect. De acordo com o executivo, essa possibilidade atraiu clientes que antes não compravam na Marisa e reativou clientes que voltaram a comprar.
“Nosso foco primário é atrair fluxo e mostrar produtos novos com mais moda, mais qualidade, mais tendência”, afirmou aos investidores. Em evolução, o ecommerce respondeu por 5% do faturamento, estima a empresa.