Dia das Mães foi o melhor dos últimos cinco anos tendo ficado acima dos resultados de 2019, diz empresa a analistas de mercado.

Apesar do início preocupante do segundo trimestre, a Marisa vê sinais de recuperação das vendas a partir de abril. A reabertura das lojas físicas ajudou o fluxo e a empresa registrou seu melhor Dia das Mães em cinco anos. Conforme disse Marcelo Pimentel, presidente da empresa, em teleconferência com analistas de mercado, as vendas foram melhor
que o esperado e “apresentaram crescimento de duplo dígito relativamente alto contra 2019”.Ele afirmou que teve aumento de vendas e de margem bruta no período do Dia das Mães. O primeiro trimestre continuou, entretanto, a refletir os impactos no varejo da pandemia de covid-19. A receita líquida da companhia caiu 27,3% sobre o primeiro trimestre de 2020. Recuou para R$415,43 milhões. Pimentel atribui a queda basicamente pelas restrições de funcionamento das lojas no período.
Na mesma comparação, a Marisa conseguiu reduzir o prejuízo líquido. Acumulou perda de R$53,37 milhões de janeiro a março de 2021, contra os R$107 milhões de prejuízo do primeiro trimestre do ano passado.
ESTQOUES CONTROLADOS
Em função do cenário difícil do primeiro trimestre, a Marisa reviu sortimento de produtos em direção à demanda por conforto, segurou despesas e controlou nível de estoques. A intenção foi manter as margens saudáveis, garantindo renovação na ponta e sem precisar recorrer a liquidações fora do calendário tradicional do comércio.
A Marisa vê sinais ainda de um movimento de consolidação do varejo. Prevê a saída do mercado de concorrentes menores, regionais, que atuam com lojas de rua, apontou Pimentel aos analistas.
Atualmente, a Marisa conta com 344 lojas, uma a menos que em dezembro. As vendas online corresponderam a 16,3% do total.
No mix de produtos, a empresa destaca o ressurgimento da linha infantil com mais força.